A MÃE APÓS A CHEGADA DO BEBÊ


A chegada do bebê é uma festa! Todos querem conhecer, muitos querem pegar, carregar, beijar... É importante avisar aos amigos e familiares se deseja receber visitas na maternidade e quando deseja começar a receber visitas em casa. E falar as visitas quanto as suas regras e rotinas nos cuidados como bebê.

Particularmente, são desaconselhadas as vistas na maternidade. A mãe está recebendo cuidados da equipe da maternidade a todo instante, ainda está em fase de adaptação à nova realidade, aprendendo a amamentar e cuidar do bebê. E pelo menos nos 2 primeiros meses em casa, ainda está se adaptando à nova rotina: tanto a mãe quanto o bebê! É uma fase em que a mãe ainda está aprendendo a decodificar cada chorinho, ainda está estabelecendo novos hábitos na casa, está conhecendo seu filho e se conhecendo como mãe. A rotina estabelecida para o bebê não deverá ser quebrada pelos visitantes, quando as visitas já estejam liberadas. Se o bebê estiver dormindo por exemplo, não é aconselhado acordá-lo para que seja visto/admirado. O sono do bebê deve ser respeitado.

Quando nos vemos grávidas, somos bombardeadas pela descoberta de tantas coisas lindas e muitas vezes ditas como imprescindíveis para a chegada do bebê. Mas será que eu realmente preciso do mordedor da moda caríssimo e com a mesma função de qualquer mordedor? Será que aquele carrinho da minha amiga ou daquela artista que eu vi na revista realmente é adequado pra mim? Quantas roupas o bebê realmente precisa ter? Realmente preciso comprar uma redinha de proteção para dar frutas ao bebê e não permitir que ele entre em contato direto com o alimento no tamanho e texturas adequados para a idade após os 6 meses da amamentação exclusiva? Absorvente para o seio é realmente o mais indicado ou existe o risco de aparecimento de fungo e a concha seja mais adequada? Mas a concha flexível ou rígida? Onde vou amamentar meu bebê com conforto? Enfim... São tantas coisas para pensar. Tantos itens supérfulos e tantos realmente imprescindíveis que na hora de montar a lista do enxoval, é necessário ter cautela, refletir sobre o que é realmente importante e necessário e neste momento, uma ajuda especializada é muito bem vinda.

É importante que logo após o parto, a parturiente possa falar sobre sua experiência de parto e elaborá-la.

Muitas vezes tão temido e ao mesmo tempo tão desejado, o retorno ao trabalho é um assunto delicado. Temido pois será a primeira vez desde o nascimento que a mãe irá se separar do bebê por um período maior e necessitará que outra pessoa cuide dele enquanto estiver no trabalho. E desejado, pois muitas vezes, a mãe mesmo tendo prazer em estar em casa cuidando de seu bebê, percebe em alguns momentos a falta dos seus outros papéis, como o laboral por exemplo. É comum a mãe repensar seu ritmo e satisfação no trabalho, porém sem abandonar a atividade laboral e sim a busca de uma nova atividade que lhe proporcione satisfação e condições de poder passar mais tempo com seu filho. A mãe precisa organizar e definir quem ficará com seu bebê enquanto ela estiver no trabalho, quais as vantagens e desvantagens de cada opção (familiar, babá, creche), se ainda estiver amamentando, como realizará a ordenha e armazenará o leite materno etc.

Verena de Magalhães Ballalai Alves de Almeida é terapeuta educacional e educadora perinatal(pela ONG Amigas do Parto/Instituto Ser e Saber Consciente) em Salvador-BA. ballalai@gmail.com

#Maternidade

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