SER PAI É MUITO BOM, SÓ VIVENDO PARA SABER O QUE É

November 10, 2016

 

 

Ser pai é ter sensações extremas. Conforme a criança cresce você vai tendo que se relacionar com uma pessoa que já pensa, que tem suas vontades. Tem momentos que você ama de paixão e em outros momentos você têm conflitos e atritos como um adulto e você chega a ter raiva. Então você passa a abrir mão de coisas que você quer para poder dar outras coisas pros filhos, você passa a abrir mão do tempo de fazer coisas para você para fazer coisas pros filhos; só que isso, diferente de outras situações na vida em que a gente abre mão e sente raiva ou frustração, a gente abre mão com alegria. 



Nome: Juan A. Ortola

Idade: 35

Profissão: Administrador

Quantos filhos: 2

Ano de nascimento dos filhos: 1999 e 2004

Cidade: São Paulo

Estado: SP

E-mail de contato: juan.ortola@ig.com.br

Autoriza a publicação: Sim

Data de preenchimento do questionário: 04/01/07



1. Seu(s) filho(s) nasceu/nasceram por qual/quais tipo(s) de parto?

Uma menina de parto cesárea a outra de parto normal.


2. Você acompanhou o(s) nascimento(s)? Como foi a experiência para você?

Acompanhei o nascimento das duas. A cesárea foi uma experiência preocupante e tensa pelo risco. O parto normal foi legal, correu tudo com tranqüilidade e como foi o segundo parto para mim foi mais tranqüilo e me senti mais participante. Foi muito bonito também.


3. Quando lembra do momento do nascimento do(s) seu(s) filho(s) o que lhe vem à mente?

Na primeira gestação (cesárea) me vem sempre uma sensação de medo e de perda da mãe ou da criança. Mas na segunda foi um parto normal e vem uma sensação de alegria. Na verdade foi como se fosse o primeiro. Foi uma experiência totalmente diferente da primeira, a segunda foi um parto mesmo, a primeira parecia uma situação de acidente, onde é preciso fazer uma cirurgia de urgência.


4. Sua companheira amamentou?

Sim, a primeira vez por pouco tempo porque como a Gabi tomou leite na mamadeira na maternidade minha esposa teve um pouco de dificuldade em amamentar. E acho que por ser a primeira faltou um pouco de experiência da mãe para reverter isso. A segunda mamou até quase os 2 anos.


5. Até quantos meses?

A primeira até os 4 meses e a segunda por quase 2 anos.


6. Ela encontrou dificuldades em amamentar? Quais?

Sim, na primeira devido à prematuridade do bebê, que ficou 3 semanas tomando leite de mamadeira na maternidade e a falta de experiência materna. Na segunda vez não teve dificuldade.


7. Qual foi sua participação perante essas dificuldades?

Não sei se ajudei em alguma coisa. Na primeira vez pode ser até que eu tenha atrapalhado por ficar perguntando se ela estava mamando, se minha esposa tinha conseguido dar o peito. Isso pode ser que tenha feito com que ela se sentisse cobrada. E com a segunda filha eu queria dar mamadeira porque eu queria me sentir mãe. Pode ser que dessa forma eu tenha atrapalhado um pouco, mas minha esposa se virou e conseguiu amamentar numa boa.


8. Sua visão da paternidade mudou após o parto?

Sim. Quando a gente não tem um filho a gente imagina como seria, mas é uma coisa virtual, é uma coisa abstrata. Quando você passa a viver tendo um filho no dia-dia é diferente. É só vivendo para saber. Um monte de coisas mudam, em todos os aspectos. Responsabilidade, tempo, dinheiro, paciência, só vivendo para saber o que quero dizer. Muda muita coisa.


9. Como você se via como pai nos primeiros meses de vida de seu/sua filho/a?

No caso da filha mais velha, por ter sido a primeira, nos primeiros meses enquanto eu não interagia um pouco mais eu não sabia nem se amava, era uma sensação estranha. Era uma pessoa que eu não conhecia, e com o passar dos meses, com o convívio eu passei a amar. Mas num primeiro momento ela era super importante, era a pessoa mais importante, mas ao mesmo tempo não significava que eu morria de amores já que não conhecia esse bebê. No nascimento da segunda a sensação foi a mesma, era minha filha mas com o passar do tempo, conforme fomos convivendo o amor foi crescendo junto.


10. O que você pensava sobre a paternidade durante a gestação e depois do parto?

Durante a gestação eu pensava que ter um filho devia ser muito bacana como quando a gente tem algum filhote de algum bichinho. Todo filhote é apaixonante, aquela coisa de pegar o filhotinho e olhar pra carinha dele e ele chorando. Depois que elas nasceram descobri que o filho não tem nada a ver com o filhote de cachorrinho ou de gatinho. Eu tinha aquela coisa de cuidar do filhotinho e achar todo lindo, bonitinho. Com a criança toda vez que ela chora a gente vê que não é tão bonitinho.


11. Mudou de visão nos meses a seguir?

Não


12. O que você pensa da paternidade?

Ser pai é ter sensações extremas. Conforme a criança cresce você vai tendo que se relacionar com uma pessoa que já pensa, que tem suas vontades. Tem momentos que você ama de paixão e em outros momentos você têm conflitos e atritos como um adulto e você chega a ter raiva. Então você passa a abrir mão de coisas que você quer para poder dar outras coisas pros filhos, você passa a abrir mão do tempo de fazer coisas para você para fazer coisas pros filhos; só que isso, diferente de outras situações na vida em que a gente abre mão e sente raiva ou frustração, a gente abre mão com alegria.


13. Quais são as coisas mais importantes que um homem encontra ao se tornar pai?

A formação de uma família e a continuidade da sua existência.


14. Como você definiria a paternidade?

Ser pai é muito bom, só vivendo para saber o que é.


15. Tem vontade de ter outros filhos?

Tenho mas não para viver numa cidade grande, num mundo violento, poluído, corrompido em que vivemos hoje. No mundo de hoje não.


16. O ser pai de hoje é algo que você aprendeu ou veio espontâneo?

Foi acontecendo, não tem manual de como ser pai. Até tem, mas o que tá nos livros não se aplica no mundo real.


17. O que seu/sua filho/a exige mais de você?

Tempo.


18. Há alguma descoberta a respeito de você mesmo que a paternidade lhe trouxe?

Eu achava que era mais paciente.


19. Acredita que é um homem precisa experimentar a paternidade para sentir-se uma pessoa completa? Por que?

Para mim sim, eu acho que se eu não tivesse filhos teria sempre o desejo de ter tido, mas isso é para mim. Ter filhos foi a realização de um desejo.


20. Se pudesse, o que você diria à você mesmo e para sua companheira antes do parto?

Não tem nada de diferente para dizer.


21. Sua relação com o mãe de seu/sua filho/a mudou em consequência da paternidade? Como e por que?

Mudou. Em termos de atenção, temos menos tempo para dividir, ficarmos juntos; também ter menos paciência em alguns dias para poder conversar, estar juntos. A paciência diminui em decorrência dos cuidados com as crianças.


22.Qual conselho daria aos pais de primeira viagem?

Faça uma segunda lua-de-mel antes de se tornar pai. Uma outra só depois que os filhos casarem.

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