PROMOVENDO O VÍNCULO COM O RECÉM-NASCIDO

January 26, 2017

 

Para a formação dos vínculos afetivos é preciso criar as condições necessárias. Ao discutirmos o assunto, verifica-se que para se chegar à maternidade e à formação de vínculos, deve-se examinar a interação mãe-bebê, levando-se em conta os fatores externos e internos.  

 

 

 


Dos fatores externos podemos citar o contato pele-a-pele, o incentivo a amamentação, um ambiente seguro e acalentador, sem estresse e sem pressa na realização dos procedimentos à mãe e ao recém-nascido, respeitando especialmente a fisiologia do nascimento.

Sobre os fatores internos cito especialmente os da mãe e a complexidade que envolve a figura materna. Especialmente a sua atitude emocional é importante, pois é ela quem conferirá a qualidade de vida à experiência do bebê, o qual passará a responder também afetivamente a esse investimento emocional, numa relação de reciprocidade.

O vínculo e o apego são princípios básicos do ser humano, uma vez que este tem uma predisposição natural a se apegar a uma pessoa em especial, e que se disponha a se relacionar com ele de uma forma também especial. Este comportamento de ligação persiste durante a vida adulta embora pareça ser mais “forte” entre as crianças e que à medida que crescemos a freqüência e a intensidade do vínculo tendem a diminuir.

O vínculo acontece especialmente em contatos íntimos se que tenham um forte apelo emocional. Bebês conseguem formar vínculo com suas mães quando as identificam, focalizando-as, sorrindo para elas, sentindo seu cheiro, o gosto do leite e o contato pele-a-pele.

A formação do vínculo se inicia mesmo antes do bebe nascer, ou seja, durante a gestação, e pode ser influenciado por vários fatores como: o desejo inconsciente do casal com relação ao desenvolvimento dos seus papéis de pai e de mãe; a qualidade da relação do próprio casal, e daquela da mãe com o bebê; enfim, a existência do bebê enquanto possibilidade de renovação ou de emersão de conflitos internos pré-existentes.

Destaco ainda que os vínculos podem se transformar ou podem se romper se não houver uma integração multidisciplinar dentro das instituições que acolhem a família e a forma como ela é atendida.

Nesse sentido humanizar o nascimento é um caminho a ser tomado, visando à diminuição dos riscos que a falta de um vínculo afetivo pode ocasionar, para o desenvolvimento do bebê e da família.

Maria Rita C. B. Almeida é enfermeira obstetra e professora, vive em Curitiba. Este trabalho foi realizado durante o Módulo Recém-Nascido do curso Humanização Online 2009. E-mail: mariarita.cassia@gmail.com

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Featured Posts

ONDE ESTÁ?

July 6, 2017

1/1
Please reload

Recent Posts

April 20, 2020

December 2, 2019

Please reload

Archive
Please reload

Search By Tags