PROPOSTA DE PROTOCOLO HUMANIZADO PARA O PÓS-PARTO

January 26, 2017

 

 

A equipe de saúde deve estar capacitada para dar apoio e cuidados individualizados à puerpéra e à sua família, investindo sobretudo na mãe que deve ter condições para se dedicar exclusivamente ao bebê e à sua recuparação. A ação educativa dos profissionais consiste também em dar informações a respeito dos cuidados pessoais de higiene, de amamentação e de contracepção. É preciso adotar estratégias para a inclusão do pai na rotina com os cuidados ao bebê.

 

Manter esse tipo de atenção durante os primeiros 3 dias, observando a condição física e emocional da mãe. É importante conversar com ela sobre seu novo momento de vida, dar-lhe apoio, acolhimento, escuta, disponibilidade. Novas consultas devem ser realizadas após 15, 30 e 45 dias.

 

É fundamental oferecer auxílio para a nova mãe no cuidado com a casa, com ela mesma e com o bebê. Pode ser uma ajudante doméstica, uma doula pós parto, uma amiga, a avó do bebê, etc. Apoio e suporte contribuem para prevenir a depressão pós parto, a mulher precisa ter condições para também cuidar de suas coisas e atividade. Grupos de encontro de puerperas podem ser organizados para manter uma ação educativa e de suporte psicológico durante pelo menos os primeiros seis meses de vida do bebê. Os temas do grupo devem ser conduzidos por profissional de saúde competente e com training em humanização.

 

O companheiro deve poder oferecer apoio emocional e dividir as responsabilidades domésticas e de cuidado com o bebê, propiciando o vínculo mãe-bebê e do bebê com ele mesmo. O resto da família, incluindo avó e amigas, devem dar continuidade à postura do marido, cuidando da comida e das demais necessidades, para permitir que ele possa estar mais próximo da mãe e do bebê.

 

A mulher necessita descanso e a companhia de quem pode apoiá-la e ajudá-la com os cuidados aos recém-nascido. A família, em especial o marido, cumpre esse papel. Para que o pós-parto seja positivo, do ponto de vista psicológico e consequentemente também prático, é muito importante sentir-se segura e acompanhada.

 

A nova mãe deve saber da importância de cuidar-se, descansar, priorizar o vínculo com o bebê para connhecê-lo, dando-lhe tudo o que necessita, especialmente calor, acolhimento, contato pele-a-pele, o som da batida de seu coração e leite materno. Precisa se dar tempo para ir conhecer seu bebê, pois cada bebê é único e manifesta suas necessidades de distintas maneiras. É importante conversar com o bebê e ir decodificando cada dia sua linguagem, desfrutando de cada momento com ele. Juntos vão aprendendo a respeitar-se e a entender-se.

 

A mulher deve saber que o pós-parto é uma etapa na qual ela vai precisar de ajuda e é importante ela ir pensando antecipadamente como irá se organizar. Deve saber que muitas vezes pode não sentir-se muito bem emocionalmente. É normal ter sentimentos contraditórios. O corpo também pode doer e ela pode sentir-se muito cansada, muito exigida. Mas deve lembrar-se que isso tudo é transitório e que a ajuda que ela deve buscar tornará essa fase seja mais fácil, reverberando em maior bem estar dela e de seu bebê - enfim, de sua família.

 

 

Elaboração coletiva e multidisciplinar de parte da turma do Módulo Pós-Parto do Curso Humanização online 2007/2008

 

Março de 2008

 

Autoras: Maru Drexler, María Vergara, Cristina Toledano, Jesica Sanchez, Lisandra Pinheiro, Tanila Glaeser, Angela Mattos e Adriana Tanese Nogueira.
Coordenação e edição: Adriana Tanese Nogueira

 

Uma proposta ONG Amigas do Parto.

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