GINECOLOGISTA-OBSTETRA É ESPECIALISTA CAMPEÃO DE DENÚNCIAS NO CRM


A especialidade concentra cerca de 30% das denúncias. De acordo com o presidente do CRM-AM, Jéferson Jezini, a maior parte das denúncias envolve a relação médico-paciente.

Manaus - A maior parte das denúncias recebidas pelo Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) é contra ginecologistas-obstetras. De acordo com o órgão, a especialidade concentra cerca de 30% das denúncias que chegam à entidade.

De acordo com o presidente do CRM-AM, Jéferson Jezini, a maior parte das denúncias envolve a relação médico-paciente. “Isto ocorre quando o paciente acredita que não foi bem atendido ou foi negligenciado durante os procedimentos médicos. Em geral, se totalizarmos todas as denúncias encaminhadas ao Conselho, elas não chegam a 1% do total de consultas e procedimentos médicos realizados”, revelou Jezini.

No Amazonas, os ginecologistas-obstetras são a segunda especialidade com maior numero de profissionais, com 374 médicos, perdendo apenas para os número de pediatras (512), de acordo com dados do Datasus, do Ministério da Saúde. No Amazonas atuam 3.810 médicos.

Segundo a Corregedoria do CRM-AM, a maioria das reclamações da relação médico-paciente envolve falta de atenção do médico, negativa de fornecimento de laudo técnico e atitude rude com o paciente durante a consulta.

Neste ano, o CRM-AM já recebeu 63 denúncias contra médicos até o dia 22 deste mês e abriu 11 processos éticos-profissionais. O órgão tem, atualmente, 88 processos em tramitação.

Em 2010, o conselho recebeu 132 denúncias, abriu 206 sindicâncias e arquivou 102 denúncias por falta de elementos que comprovassem as acusações. No ano passado foram instaurados 17 processos éticos-profissionais e houve oito julgamentos.

Em relação à punição aplicada a estes profissionais apenas dois médicos tiveram a licença para exercer a profissão cassada, ambos atuavam no interior do Estado.

Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Viana, a quantidade de médicos ginecologistas-obstetras atuando no Estado é um dos principais motivos para a especialidade concentrar a maioria das denúncias. “Estes profissionais representam mais de 10% das quase 300 especialidades médicas existentes”, ressaltou.

Segundo Viana, é necessário um estudo mais amplo das denúncias para apontar as motivações que levam o paciente a procurar o CRM–AM para formalizar as acusações. “Algumas cirurgias, por exemplo, podem não surtir o resultado esperado por diversos motivos que não envolvem erros ou equívocos do médico. No caso do ginecologista-obstetra, posso citar como exemplo a não realização de pré-natal que pode causar complicações no momento do parto”, afirmou Viana.

Ele ressaltou que tanto a rede pública quanto a particular de saúde possuem fatores que prejudicam o atendimento apropriado. “No caso da rede pública, são as condições inapropriadas de atendimento e na, rede particular, a baixa remuneração e negativa de alguns planos de saúde em autorizar alguns tipos de exames são os maiores empecilhos para um atendimento satisfatório aos pacientes”, avaliou Viana.

Denúncias são apuradas

Após receber as denúncias, o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) abre uma sindicância para apurar os fatos e que dura, em média, seis meses para ser concluída. Caso a sindicância aponte indícios de infração ao Código de Ética Médica, é iniciado um processo ético-profissional para aprofundar mais as investigações do caso.

Se o médico for considerado culpado, ele estará sujeito as penalidades previstas do Código de Ética de Medicina: advertência profissional em aviso reservado, censura confidencial em aviso reservado, censura pública em publicação oficial, suspensão do exercício profissional até 30 dias e cassação do exercício profissional.

As partes envolvidas no processo ainda podem recorrer ao Conselho Federal de Medicina (CFM), caso não fiquem satisfeitas com o resultado do julgamento.

Cinco anos após o cumprimento da pena aplicada, o médico pode requerer sua reabilitação ao Conselho Regional de Medicina onde está inscrito, com a retirada de seu prontuário dos apontamentos referentes a condenações anteriores. Exceto em casos de cassação do exercício profissional.

27 Jun 2011 . 06:55 h . Álisson Castro . portal@d24am.com

Fonte: http://www.d24am.com/noticias/saude/ginecologistaobstetra-e-especialista-campeao-de-denuncias-no-crm/27427

#Realidadeobstétrica

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