PAI NO PARTO: FAZENDO VALER OS PRÓPRIOS DIREITOS

February 8, 2017

 

O problema se iniciou quando minha esposa mencionou ao obstetra que gostaria da minha presença no momento do parto. Ela fica nervosa em hospitais. Primeiramente, o médico disse que não iria se opor, mas que o hospital teria que liberar o acesso.

 

Contatei o hospital e fui informado que quem liberaria seria o médico, que uma vez permitido por ele não haveria por que eu não participar. Ao informar isso ao médico, ele voltou atrás em sua posição e disse que ele não gostava de pessoas estranhas no centro cirúrgico, que isso poderia ocasionar alguma infecção, por isso seria melhor eu não participar. Ao argumentar e mencionar a Lei Estadual 10.241, que garante a presença do pai no momento do parto, ele disse que só era aplicável à partos normais, e como era cesárea, não teria validade. A opção da cesárea se deu pela observação de colar de cordão. Apesar de saber que o risco de um parto normal com colar é menor do que o risco da cesárea, minha esposa se sentiria mais tranqüila sendo cesárea.

 

Por isso busquei orientação em algumas entidades, dentre delas a de vocês, onde fui muito bem orientado e esclarecido sobre a posição equivocada do médico. De posse de todas as informações, me preparei para o dia do parto.

 

Momentos antes do parto o médico até tentou me falar que eu não poderia estar presente na sala de cirurgia para ver minha filha nascer, mas eu disse que ele estava barrando um direito garantido por lei, que se eu não pudesse voltaria a falar com ele. Foi quando ele percebeu que eu havia me informado e não tinha como me deixar de fora.


A Júlia veio ao mundo no dia 24 de Outubro de 2008, com 2,950kg e 49 cm. Apesar de ser césarea, fiquei mais tranqüilo, pois era no dia que completávamos 40 semanas, minha esposa teve contrações durante o dia, e conseguimos esperar a bolsa romper para ir para cirurgia.


Foi maravilhoso estar presente, ouvir o primeiro choro da minha filha e acompanhar minha esposa nesse momento especial de nossas vidas.

Agradeço mais uma vez à ONG Amigas do Parto por todo o apoio e orientações e pelo trabalho maravilhoso em prol da humanização do parto.


Francisco Junior Pigato, São Paulo, (SP), Editora Abril, Francisco.Pigato@abril.com.br

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Featured Posts

ONDE ESTÁ?

July 6, 2017

1/1
Please reload

Recent Posts

April 20, 2020

December 2, 2019

Please reload

Archive
Please reload

Search By Tags