O JURAMENTO DE UMA PARTEIRA EM 1567

July 27, 2017

 

No século XVI na Inglaterra, o bispo "consagrava" a parteira em seu ofício. O juramento que segue testemunha do temor e da consequente precaução em distinguir partería de bruxaria e garantir a lealdade da parteira à doutrina religiosa e sua submissão à autoridade clerical.

 

Uma licença do arcebispo de Canterbury concedeu a Eleonor Pead o oficio de parteira, com o juramento que ela fez. 

 

Eu, Eleonor Pead, admitida ao oficio e à ocupação de parteira, irei fielmente e diligentemente exercitar o dito oficio de acordo com a habilidade e o conhecimento que Deus me deu.

 

E que eu estarei pronta a ajudar mulheres pobres ou ricas em trabalho de parto, e irei sempre estar pronta para ambas, ricas e pobres, no exercício e execução de dito ofício.

 

Também, eu não irei permitir que qualquer mulher em trabalho de parto aponte como pai de sua criança a não ser aquele que for o verdadeiro e certo. 

 

E que eu não irei permitir que nenhuma criança seja trazida, colocada ou posta frente a qualquer mulher no lugar de seu filho natural, na medida em que eu souber e compreender.

 

Também, eu não irei usar nenhuma forma de feitiço ou encantamento durante o trabalho de parto de nenhuma mulher.

 

E que eu não irei destruir a criança nascida de qualquer mulher, nem  cortar, nem puxar a cabeça, ou então desmembrar e machucar da mesma maneira, ou permitir que seja machucada ou desmembrada por qualquer meio e forma.

 

Também, que durante o sacramento do batismo quando for necessário, eu usarei palavras adequadas e convencionais do mesmo sacramento, ou seja, estas palavras são as que seguem, ou com efeito parecido:

 

Eu te batizo no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e nenhuma outra palavra profana.

 

E que neste tempo de necessidade, quando do batizado de um bebê, e jogando água sobre a cabeça do mesmo bebê, usarei água limpa e pura, e não água de rosa ou de damasco, ou água feita com qualquer mistura: e que irei certificar ao curado da parróquia de todos os batismos.

 

Source: Collected in Strype's Annals of the Reformation (1824 ed.)

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