CUIDADOS COM O PERÍNEO

August 2, 2017

 

 

É importante reduzir o risco de traumatismo perineal, porque o desconforto conseqüente pode dominar a experiência do início da maternidade e resultar em incapacidade significativa durante os meses e anos subseqüentes. Esse risco pode ser minimizado por aceleração do parto apenas quando há indicações maternas ou fetais claras, e não "por causa do tempo", e pelo uso do vácuo-extrator em vez do fórceps quando é necessário parto instrumental.


Pode haver lesão perineal por lacerações espontâneas ou por episiotomia. Embora alguns obstetras pareçam ser particularmente hábeis em auxiliar o parto de forma a minimizar o traumatismo perineal, na maioria dos hospitais pelo menos dois terços das mulheres que dão à luz pela primeira vez sofrem

traumatismo suficiente para exigir sutura.


6.1 Proteção e massagem do períneo

A prática disseminada de proteger o períneo, com a colocação dos dedos do profissional contra ele durante as contrações, baseia-se na crença de que essa prática sustenta suficientemente os tecidos para reduzir o risco de traumatismo espontâneo. Essa é uma hipótese razoável, principalmente se associada à aplicação de pressão suave à cabeça do feto para controlar a velocidade do coroamento, pois esse é o período em que há maior risco de lesão espontânea dos tecidos perineais. Outros acreditam que é melhor não usar as mãos (exceto quando necessário).


Essas políticas discordantes foram comparadas em um estudo randomizado, bem conduzido, com a participação de mais de 5.000 mulheres. O resultado primário foi a dor perineal por volta do 10.º dia pós-parto, que foi um pouco, mas significativamente, menor no grupo que usou as mãos. A incidência de traumatismo perineal foi semelhante nos dois grupos, assim como a situação do lactente. O "alisamento" (massagem) do períneo à medida que o segundo estádio do trabalho de parto avança, algumas vezes com um emoliente como o azeite de oliva ou a aplicação de uma compressa quente, destina-se a alongar os tecidos e reduzir o risco de traumatismo. Essas técnicas têm defensores entusiastas, bem como detratores. Esses últimos sugerem que o toque pode ser uma distração perturbadora, e que o aumentoda vascularização e o edema em tecidos que já correm risco de traumatismo são contraproducentes. Na única comparação controlada (divulgada apenas na forma de sumário até hoje) não foi constatada diferença no risco geral de traumatismo perineal, embora um menor número de mulheres no grupo submetido a massagem do períneo tenha sofrido uma laceração de terceiro ou quarto grau.

 

Texto extraído do livro "Guia para atenção efetiva na gravidez e no parto", págs. 158 e 159.

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