A AJUDA PATERNA NA AMAMENTAÇÃO: UM PARCEIRO FUNDAMENTAL

March 21, 2019

 

Aos meus amores Iara e Thiago,

 

minha família mamífera.

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

Historicamente a temática da amamentação foi considerada, exclusivamente, um papel feminino. Nosso imaginário, construído culturalmente, relaciona a amamentação diretamente a duas figuras: a díade mãe e bebê. Essa construção cultural considera como responsabilidade da mulher tanto o sucesso, quanto o insucesso na amamentação. Reforçando o aspecto de que cabe à mulher o lugar do cuidado doméstico e das crias.

 

“Assim, embora caiba às mulheres efetivamente a decisão (e a prática) de amamentar seus filhos, é necessário que se compreenda os diversos determinantes sociais dessa vivência, seus desafios e possibilidades.” (BOSI, M.L.M; MACHADO, M. T: 2005)

 

Com o crescimento do uso do leite artificial no século XX, a grande investida no descrédito do valor nutricional do leite materno, instalou-se a “cultura da mamadeira” e do “leite fraco”. Hoje, boa parte da nossa geração (nascidos nos anos 70, 80 e 90) recebeu complementação alimentar nos primeiros meses de vida, movidos pelos diversos mitos da amamentação.

 

Importante compreendermos que a amamentação humana não é algo inato está envolvida numa série de construções e reproduções culturais e essa atual “desinformação” advém de uma ação coordenada de propaganda e venda de produtos industrializados. 

 

Hoje, em tempos de mudanças culturais, retomadas dos processos naturais do nascimento e do cuidado com as crianças, os mitos do “leite fraco”, do “pouco leite” e as dificuldades encontradas nos primeiros dias de amamentação são grandes motivos para a desistência da amamentação exclusiva (até os seis meses).

 

 

 

Embora as campanhas em prol da amamentação (realizadas pelo Governo ou por ONGs) sejam constantes e extremamente importantes, deparamo-nos ainda com uma grande desinformação sobre o assunto e consequentemente uma grande suscetibilidade a orientações vindas de quem goza da prerrogativa da confiança da lactante (médicos, mães e sogras).

 

No intuito de criar um ambiente propício à amamentação, deve se valorizar, chamar a responsabilidade de um elemento por vezes ignorado no processo deve ganhar um reforço tanto das campanhas, no pré-natal, quanto no momento do nascimento e puerpério que é a figura do companheiro.

 

O Programa de Atenção a Saúde do Homem do Ministério da Saúde, ressalta:

 

“É necessário conscientizar os homens do dever e do direito à participação no planejamento reprodutivo. A paternidade não deve ser vista apenas do ponto de vista da obrigação legal, mas, sobretudo, como um direito do homem a participar de todo o processo, desde a decisão de ter ou não filhos, como e quando tê-los, bem como do acompanhamento da gravidez, do parto, do pós-parto e da educação da criança.” (BRASIL, 2008)

 

Elemento importante desse estudo é o próprio lugar do olhar de pesquisadora que vivenciou uma série de dificuldades para iniciar e dar continuidade na amamentação e encontrou em seu parceiro um incentivador capaz de estimular o aleitamento e ser decisivo no momento crucial para o sucesso da amamentação.

 

Nesse sentido, esse estudo busca qualificar a crescente participação dos pais na amamentação colaborando para as companheiras possam ter confiança e apoio para seguirem no propósito de amamentar seus filhos.

 

 

METODOLOGIA

 

O presente artigo é uma análise qualitativa do conteúdo dos questionários devolvidos, onde os dados e os resultados são influenciados e influenciam a teoria, servindo como elemento de base para uma importante mudança de paradigma, da forma como é definida por Minayo (1999) como sendo um processo inacabado e permanente.

 

Este estudo entrevistou 10 (dez) pais voluntários, por meio de questionários semi estruturados (em anexo) em busca de compreender questões sobre a memória da própria amamentação, a busca pela informação e a contribuição dada para facilitar a amamentação de seus filhos/as.

 

A proposta de pesquisa foi lançada em um grupo virtual da rede social facebook, o “mamães capixabas”, do qual faço parte como fundadora e que reúne mães e alguns pais residentes no Estado do Espírito Santo, os pais foram provocados pelas companheiras a responder o questionário e participarem da pesquisa. A proposta da pesquisa foi enviada por e-mail deixando claro os objetivos da pesquisa, considerando a garantia de sigilo dos envolvidos e a inexistência de interesses financeiros com a pesquisa, cientes os pais enviaram as respostas voluntariamente também por meio de email.

 

A pesquisa garante o sigilo da identidade dos pais e seus respectivos familiares citados nas entrevistas, nesse sentido, segue abaixo um quadro com a identificação que utilizaremos no discorrer do artigo. A citação nominal de algum familiar nas entrevistas também foi substituída por palavras que não alteram o sentido e encontram-se em itálico.

 

Quadro 1 – Identificação dos pais

 

Identificação

 

Idade

 

Quant. filhos

 

Idade dos filhos

 

Pai 1

 

33 anos

 

01

 

1 ano e 1 mes

 

Pai 2

 

31 anos

 

01

 

1 ano

 

Pai 3

 

36 anos

 

01

 

5 meses

 

Pai 4

 

37 anos

 

01

 

3 anos

 

Pai 5

 

38 anos

 

01

 

2 meses

 

Pai 6

 

36 anos

 

01

 

3 meses

 

Pai 7

 

33 anos

 

01

 

1 ano e 6 meses

 

Pai 8

 

39 anos

 

01

 

2 anos

 

Pai 9

 

36 anos

 

02

 

12 anos e 04 anos

 

Pai 10

 

33 anos

 

01

 

1 ano e 6 meses

 

 

 

ANALISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

 

 

Estudos baseados em evidências têm demonstrado que dois fatores são de extrema importância para o sucesso na amamentação: a informação da gestante, e sobre esse item não resta dúvidas, afinal, uma pessoa informada pode argumentar e sentir-se forte para seguir seus propósitos; e o apoio de familiares, sobretudo do companheiro que em alguns casos representam o laço mais próximo que a mulher dispõe na hora do parto. Esse lugar historicamente destinado ao núcleo feminino das famílias tem sido cada vez mais incorporado pela figura paterna. (CARVALHO; TAMEZ; 2005)

 

No questionário, exploramos aspectos da memória dos pais sobre sua amamentação, sobre a participação na gravidez e nas descobertas e buscas por informações e sobre a participação mais ativa no parto e pós-parto. Nesse sentido, visamos compreender que lugar ocupa na história paterna a responsabilidade com esses cuidados na gestação e nos primeiros dias de vida do bebê.

 

Quando compusemos o quadro da amamentação dos próprios pais, observamos que todos nasceram na década de 70 ou 80 (média de idade de 35,2 anos), tornando necessário retomarmos o momento histórico e cultural que a amamentação estava situada no Brasil. Araújo (2006) apresenta que nesse período, o de nascimento dos participantes, coincide com o período de boom da propaganda sobre os benefícios de substituir o leite materno pelo leite em pó, embora a indústria do leite já viesse numa crescente entrada no Brasil, observa-se nessas décadas a ação mais direta. Tão eficiente do ponto de vista de convencer dos benefícios e praticidade do LA- Leite Artificial, que foi necessário que houvesse uma regulamentação da propaganda e comercialização.

 

O Brasil implementa então no ano de 1988, o código de comercialização dos substitutos do leite materno, que buscou promover a nutrição segura e adequada aos lactentes, regulamentando a propagando do LA e em contrapartida, promovendo o aleitamento materno. (ARAÚJO et al., 2006).

 

Entendendo esse momento compreendemos o fato de que dos 7 (sete) dos pais que dizem terem sido amamentados, quatro não se recordam o tempo de aleitamento e três terem sido amamentados por período não superior a quatro meses. Considerando ainda que o relato dos três que não receberam LM – Leite Materno traz à tona a crença da baixa produção, da falta de bico como vemos nas falas abaixo:

 

“Fui amamentado, segundo minha mãe, bem pouco. Minha mãe diz que a produção era insuficiente (menino mama mais, não tenho tanto...).”. (PAI 1)

 

“Não. Segundo ela, o peito empedrou e na época havia pouca informação. Tenho dois irmãos e nenhum mamou”. (PAI 2)

 

“Não, porque na época instruíram minha mãe a não amamentar logo nos primeiros dias, para deixar “juntar” leite e empedrou”. (PAI 6)

 

“Não, não tinha bico”. (PAI 9)

 

Quando perguntados sobre a informação sobre aleitamento, somente um disse não ter informações antes que o bebê nascesse os demais relataram ter recebido informações durante cursos de gestante, revistas, campanhas de TV e internet e o conhecimento da própria esposa. A participação dos pais no desenvolvimento da gestação também é um importante indicador de que esses pais podem e devem ser aliados fundamentais para o sucesso da amamentação. Dos nossos entrevistados somente um pai disse não ter participado da primeira consulta juntamente com a companheira.

 

Interessante também que ao perguntados sobre o sentimento ao ver uma mãe amamentar a maioria relatou sentimentos de ternura, palavras como admiração, respeito, felicidade e como vemos:

 

“Sentia (e sinto) que há amor sendo transferido da mãe para o filho e vice-versa. A mãe ser fonte de alimento para o filho é algo muito especial, sem dúvida um grande presente de Deus para os dois, Infelizmente nem todas as mamães e filhos aproveitam essa dádiva divina”. (PAI 1)

 

“Carinho. Mesmo sendo homem, dá para perceber o carinho e a conexão que acontece entre mãe e filho durante o ato da amamentação. Acho bonito”. (PAi 6)

 

Essa percepção sobre o ato de amamentar tem um importante valor quando lidamos com uma cultura que tenta a todo tempo inibir e reprimir a amamentação, colocando-a no lugar da vulgaridade. Nesse sentido, ter pais que além de admirar o ato da amamentação se torne um incentivador é um importante ganho para garantir à mulher condições de confiar no papel de nutriz e se firmar diante da demonstração de preconceito.

 

A esses pais e mães é importante garantir subsídios de informações que se contraponham às crenças populares e restaurem a confiança no próprio corpo e no leite materno. Hoje contamos com alguns serviços públicos e particulares que veem cumprindo esse papel de desconstruir mitos e reforçar a importância do Aleitamento Materno, mas ainda há muito que se fazer para a humanização da assistência à gestante, do parto e do aleitamento.

 

Ao abordarmos a questão do parto, nos deparamos com a realidade dos altos indicies de cesarianas na Grande Vitória (muito embora dois partos tenham sido realizados em Salvador – BA, uma cesariana e um parto natural) entre os entrevistados 8 (oito) das companheiras tiveram uma cesareana, embora os 8 (oito) relatem também que essa não era a via planejada para o nascimento dos bebês. O que nos remete ao fato de que ainda há muito que se avançar quando falamos em informação, considerando-a o centro para o empoderamento dessas famílias.

 

Alguns dados observados nas entrevistas são importantes para compor um quadro dessa mudança cultural sobre a presença dos pais e o auxilio à companheira e ao bebê.  Os 10 pais entrevistados fizeram o papel de acompanhar as companheiras na maternidade após o parto, sendo que cinco cuidaram exclusivamente dessa tarefa, três contaram com apoio de familiar e outros dois buscaram auxílio no serviço especializado de Doula e Enfermeira obstétrica.  Assumindo assim, novos contornos na divisão de tarefas e auxílio com as mães e os bebês.

 

Perguntados sobre a assistência ao aleitamento logo após o nascimento 5 (cinco) pais relataram que os bebês mamaram ainda nas primeiras duas horas de vida, os outros 5 (cinco) levaram mais tempo até que tivessem esse primeiro contato com o seio da mãe. Todos disseram que essa primeira mamada recebeu instruções de algum profissional. Mas uma reflexão chama bastante nossa atenção para o quesito “preparo dos profissionais” ao instruir a primeira mamada.

 

“As enfermeiras orientaram. Naquele momento, achei que minhas dúvidas estivessem satisfeitas, bastava tentar repetir as instruções em casa... Mas o que nos foi orientado tem a ver com essa ideia de que a amamentação é apenas uma necessidade fisiológica, tem que mamar porque tem uns nutrientes importantes... Então o meu papel era ficar segurando o peito, apertando, enfiando na boca da bebê (substituição minha)...” (PAI 10)

 

O relato da primeira mamada dos bebês por parte dos pais é importante de ser observado, pois notamos nas falas o aspecto de que as pessoas acreditam ser um processo essencialmente natural, inato e automático por parte dos bebês. Nogueira (2011) discorre sobre a amamentação como uma construção histórica cultural, envolvida de elementos externos e que influenciam diretamente no hábito de amamentar. Esses elementos por vezes são negligenciados no suporte a primeira mamada, tornando esse momento mecânico e por vezes ineficaz.

 

“Foi difícil porque ele não conseguia pegar o seio direito e não mamava por muito tempo, ele cansava rápido”. (PAI 6)

 

“Ele teve dificuldade de mamar, por que estava fraco, mas depois começou a mamar melhor” (PAI 8)

 

“Sim, ela não conseguia sugar. Quando a bebê saiu do berçário foi colocada junto à mãe, que estava deitada na cama (de imediato repouso por causa da cirurgia). Ela colocou a boca no peito não porque o instinto mandou, mas porque a enfermeira pegou com uma mão o peito (como se estivesse pegando um saco de leite) e com a outra a cabeça da criança e junto os dois. Tenho dúvidas se ela tinha alguma noção instintiva que seja de que aquilo era o peito da mãe... E me “ensinou” a ficar fazendo aquilo, pega o peito, aperta, enfia na boca da criança... Algo do tipo, “toma o remédio, minha filha”...” (PAI 10)

 

Observamos e destacamos que a necessidade de que os profissionais estejam aptos a dar informações e que tenham a clareza de que esse momento da primeira mamada é uma forte grande referência para o estabelecimento de uma amamentação saudável e contínua. A constante formação da equipe de saúde, informação à gestante e amamentação na primeira hora de vida do recém nascido, estão no centro do documento “Os dez passos para o sucesso do aleitamento materno”. A necessidade de que os pais recebam informações prévias e estejam minimamente preparados para lidar com dificuldades é também um fator a ser considerado, para que caso haja alguma, essa não seja encarada como um grande empecilho impossível e intransponível. Saibam, contudo, algumas técnicas e os profissionais a quem podem recorrer para facilitar o aleitamento.

 

Pois muito embora as informações na maternidade parecessem suficientes, em alguns casos ainda restaram dúvidas que foram posteriormente sanadas com ajuda de profissionais especializados. Os pais que relataram dificuldades com as primeiras mamadas ressaltaram importância da boa orientação profissional recebida posteriormente, com a correção da pega e cuidados com a mama. Como podemos observar no relato de alguns pais.

 

“Em um dado momento, já em casa após 8 dias no hospital, tivemos dificuldade de entender que as pedidas constantes dela, praticamente de hora em hora, de ser amamentada, era normal. (...) Em relação às ajudas, buscamos ajuda no HPM, na HUCAM e recebemos visita de uma enfermeira do Viver Unimed. Todas foram de grande ajuda”! (PAI 1)

 

“Sim, médicos (pediatra e obstetra), informações de amigos e internet”. (PAI 2)

 

“Sim. Enfermeiras”. (PAI 6)

 

“Sim. Enfermeiras”. (PAI 7)

 

“Tivemos e foi sanada com o médico, enfermeiras e na internet. As enfermeiras do HPM foram muito espertas pra ensinar a mamar”.  (PAI 8)

 

“Nesse processo todo foram fundamentais as pessoas dos bancos de leite que visitamos, o do Hospital da Polícia Militar e o do Hospital Dório Silva; e também as pessoas dos grupos de apoio na internet. Porque além de nos nutrir de muita informação sobre amamentação, operacionalmente falando, também nos deram subsídio para, caso ela não conseguisse mamar, podermos seguir em frente com alimentação artificial mesmo, se fosse o jeito”. (PAI 10)

 

Citado ainda por três pais a internet como foi fonte de ajuda. De fato esse meio de comunicação tem se tornado um grande espaço de interação, troca de experiências e por que não dizer que esse esteja se configurando na reformulação do espaço de tribo que nos disse Gutman (2011) em recente entrevista a um grupo virtual “Na verdade, nenhuma mãe deveria estar sozinha com um filho pequeno nos braços. A espécie humana foi desenhada para andar em manadas, em tribos. Nós, mães modernas, precisamos organizar uma tribo que nos apoie e ofereça companhia e compreensão”.

 

Nesse sentido, temos visto um enorme crescimento de redes de apoios virtuais, espaços que tiram dúvidas, mas principalmente garantem o apoio social necessário para que esse casal tenha força e siga confiante no propósito da amamentação. Quando perguntados sobre as tentativas de desencorajamento que aconteceram, essas respostas demonstram o envolvimento do pai na questão, colocando a coresponsabilidade dos pais na amamentação. Quando lemos e reparamos os termos usados, eles nos trazem uma nítida sensação de compartilhamento.

 

“Como estávamos muito determinados a seguir com a amamentação exclusiva, não dávamos chance para que pessoas nos desencorajassem. Não me lembro de alguém ter me dito que seria difícil ou que não conseguiríamos”. (PAI 1)

 

“Eu não me recordo de alguém que tenha tentado nos desencorajar... Até porque demonstrávamos tanta vontade de que ela mamasse naturalmente que desencorajávamos quem estivesse pensando em falar algo nesse sentido conosco... Sinceramente, não lembro de ninguém...” (PAI 10)

 

Mas por outro lado comunmente notamos o completo desserviço prestado por alguns profissionais e por familiares que desencorajam a amamentação.

 

“Sim. No começo, o leite saía muito pouco. No hospital, começou-se a dar fórmula, mas o tempo todo a equipe estimulava amamentação e orientava para não dar fórmula. Por isso, familiares propuseram que se desistisse do peito e desse apenas fórmula. Dizia-se que o leite de minha esposa era fraco e assim o neném não iria engordar e que dar fórmula não havia problemas nenhum, afinal eu e minha esposa tomamos apenas fórmula enquanto bebês. Por fim, ele tomou fórmula e leite materno”. (PAI 2)

 

“Sim, a maioria das pessoas, médico mastologista após cirurgia, pediatra após 6 meses. O argumento é que era problemática, que o bebe não precisa nutricionalmente”. (PAI 8)

 

“Pediatras que ela passou, ela chegava nervosa em casa a cada consulta. Diziam que o leite não sustentava, propuseram dar leite de lata”. (PAI 9)

 

Os profissionais de pediatria estão diretamente envolvidos na saúde dos bebês e estabelecem vínculos com a família desde o início da vida das crianças, por vezes não se colocam favoráveis à amamentação exclusiva até os 6 (seis) meses de vida da criança, menos ainda a amamentação prolongada. A ajuda no suporte dado por esses profissionais pode ser de grande valia para a família, consolidando a amamentação como fonte de alimento, carinho e vinculo familiar. As experiências são as mais diversas nos relatos recebidos, nem sempre as famílias se dispõem a contrapor a indicação médica recebida. Mas felizmente encontramos opiniões que desmontam a lógica do “saber supremo” da Medicina e busca alternativas que melhor se identificam.

 

“A primeira pediatra foi uma catástrofe. Na terceira consulta, receitou que déssemos complemento antes de dormir, e sempre questionou a questão da amamentação exclusiva até os seis meses. A segunda pediatra, preocupada com o peso, chegou a dizer que se ela não engordasse 600g por mês, teríamos que complementar. Fugimos das duas. A terceira foi um achado, super respeita e incentiva a amamentação até quando a criança cansar”. (PAI 1)

 

Enquanto que posturas apoiadoras são relatas como fundamentais para o sucesso.

 

“A nossa pediatra foi de fundamental importância, primeiro pela importância que ela dá à amamentação, que vai além da visão estritamente médico/científica (leite materno é um remédio necessário...), segundo pela tranquilidade que ela nos passou, mesmo nos primeiros dias quando a bebê perdeu muito peso. (...) mas teve a paciência e, sobretudo, a confiança em nós necessária pra que nos sentíssemos capazes de ajudar nossa filha a mamar...” (PAI 10)

 

Os pais foram perguntados sobre o papel deles na amamentação, alguns pais usaram a palavra apoio, incentivo e suporte, demonstrando estarem cientes da importância desses conceitos para garantir a segurança da companheira. Os desempenhos de algumas tarefas que possam parecer banais auxiliam consideravelmente no descanso das nutrizes. A chegada de um bebê a uma casa altera por completo a rotina da família e traz uma série de novidades que podem ser bastante cansativas.  O suporte dado pela figura paterna a uma mãe nos cuidados com o bebê pode significar um momento de descanso para essa mulher.

 

“Tentando ajudar em tudo, colocando para arrotar, buscando o neném no berço, posicionando a almofada de amamentação, acompanhando a mãe para não deixá-la dormir durante a amamentação, ficando com o neném por um longo período para a mãe descansar, indo à farmácia comprar bombinhas de leite, protetor de seios, protetor de mamilo, pomada para mamilo e outros muitos produtos para aumentar o conforto da mãe e do neném”. (PAI 2)

 

“Dou o suporte necessário, seguro e acalmo o bebê até a mamãe se ajeitar para amamentar” (PAI 3)

 

“Ele acordava diversas vezes durante a noite, e em todas eu levantava, pegava-o e entregava a minha mulher. Quando necessário, eu trocava as fraldas antes ou depois dele mamar”. (PAI 4)

 

“Ajudo no que posso. Coloco o bebê no colo da mãe; entrego água para ela; tento ajudar no que ela precisar para facilitar o processo”. (PAI 5)

 

“No início eu ajudava pegando o bebê para colocar no seio, quando ele cansava e dormia durante a mamada, eu ajudava a estimular a sucção e acordá-lo para continuar mamando e colocava para arrotar. Agora Meu bebê só acorda uma vez para mamar de madrugada, eu tiro do berço e levo para minha esposa colocar no seio, depois faço arrotar e volto com ele para o berço”. (PAI 6)

 

“No inicio, mamava algumas vezes durante a noite, depois passou a mamar antes de dormir e por volta das 5 horas da manhã Acordava, pegava do berço, ajudava a mãe a arrumar a posição, as vezes colocava para arrotar”. (PAI 7)

 

E mesmo encontrando dificuldades o papel de apoiar incondicionalmente é garantidor de autoestima e apoio para a continuidade. Como nos fala o em seu relato “No começo foi tenso. Embora eu tivesse minhas próprias dúvidas se conseguiríamos, sempre incentivei e incentivo a amamentação. Acho que consegui e estou conseguindo ser um incentivador nesse sentido”. (PAI 1)

 

A demonstração de satisfação de um pai ao contar sobre sua participação efetiva na amamentação, mesmo ele avaliando que não faz tanta diferença, é algo que nos deixa entusiasmados com a possibilidade real desses pais serem o elo a contribuir para que a amamentação não seja responsabilidade somente da mãe.

 

“Eu posso dizer que também amamentei. Por diversas vezes dei leite a bebê (artificial ou materno que mãe tirava na bombinha) com o dedo (era uma forma de estimular a sucção correta); acordei muito à noite pra dar de mamar!! E acho que ajudei também no sentido de dar força a mãe, de demonstrar paciência... Hoje acho que não faço muita diferença, porque ela mama, e muito, e a mãe tem estrutura, conhecimento e vontade suficientes para continuar enquanto ela quiser... Ou seja, tá no automático”. (PAI 10)

 

Alguns dos entrevistados colocaram a adoção da cama compartilhada como forma de auxiliar nas tarefas noturnas de amamentação.

 

“Nossa filha acorda a cada 2 horas para mamar. Como fazemos cama compartilhada, então eu não consigo ajudar muito. No começo eu ajudava pegando a Isabela no berço e levando até a mãe”. (PAI 1)

 

“Como o bebe dormia e dorme conosco, nunca causou fadiga” (PAI 9)

 

“(...) Nossa filha acorda várias vezes, pra dar aquela mamadinha de 30 segundos, e isso cansa bastante a minha esposa. Tudo bem que ela dorme com a gente e isso facilita muito as coisas, ela não precisa ficar levantando pra dar de mamar... Mas ultimamente meu sono tem sido muito pesado, não acordo com a bebê acordando. Mas também não sei se tenho muito o que fazer, a não ser pegar água pra minha esposa, amamentar dá muita sede. Isso eu sei que tô em falta...” (PAI 10)

 

O entendimento por parte dos pais de que a ajuda que dão, embora lhes pareça pequena, é de extrema importância é um avanço nesses tempos em que o arranjo da sociedade não permite mais que o parto, os cuidados com a mulher e o bebê sejam atividade exclusiva das mulheres da família como apresenta Gutman (2010).

 

Quando perguntados sobre o que eles achavam fundamental para auxiliar a companheira na amamentação os termos usados corroboram com a ideia de que a responsabilidade deve ser partilhada e que o apoio nas tarefas domésticas garantem descanso e melhor condição para que a mãe esteja tranquila e possa ter sucesso na amamentação. Além do incentivo por parte de familiares e profissionais da saúde os pais citaram “apoio às mamadas noturnas”, “Deixá-la descansar o máximo possível porque o cansaço atrapalha muito”, “(...) aliada a informação. Sem dúvida a persistência” e “paciência e presença (mais psicológica do que física, acho...)”.

 

A última questão do questionário buscou discutir com o pais o que eles consideram importante que os futuros pais saibam e as respostas nos demonstram um belo aprendizado de paternidade que poderia ser compartilhado de forma a ajudar futuros papais a contribuírem na retomada de processos inatos de forma natural.

 

“Infelizmente a maternidade tem sido tratada pelos hospitais e pela indústria alimentícia como um negócio. Então, informações importantes em relação à gestação e à amamentação, assim como sobre outros temas (chupeta, colo, andador, etc), não são de fácil acesso. É preciso que os papais corram atrás da informação, até mesmo para aliviar o peso das mamães de elas terem que se informar tanto, pois já estão sofrendo transformações desde a gestação - claro, passem as informações obtidas para elas e conversem bastante sobre tudo o que sentem. Auxiliar a mamãe e buscar informações importantes e incentivá-la, apoiá-la, é de fundamental importância para que a amamentação se estabeleça, ou então que, se houver algum problema que impeça a amamentação, ou que a interrupção da amamentação seja decidida, os papais e mamães tenham consciência do passo que estão dando”.(PAI 1)

 

Alguns pais apresentarem opiniões sobre a  experiência que deveria, de alguma forma, servir para tranquilizar pais e mães de primeira viagem. Embora precise ser vivenciada para ser entendida, serve de referência.

 

“Ser pai é muito mais difícil do que se imagina, mas é muito melhor do que alguém possa explicar”. (PAI 2)

 

“O quanto é gratificante acordar, seja de madrugada ou de manhã, com o sorriso de seu filho saudável”. (PAI 3) 

 

“Que as mamadas eram tantas e em tantas horas sem nenhuma rotina!” (PAI 4)

 

“Acredito que a única questão é o medo de falhar neste processo. Se irá saber orientar; se conseguirá trocar uma fralda. Creio que os futuros pais necessitam é de apoio para superar estes e outros medos”. (PAI 5)

 

“Que não é fácil criar um bebê, que tudo te dá insegurança, mas passa e com o tempo melhora!” (PAI 6)

 

“Não lembro. Não tivemos dificuldades na amamentação, por isso acho que não sentimos muita necessidade de informações adicionais”. (PAI 7)

 

“Não sabia cuidar de alguém e isso deve ser passado aos pais. Não sabia de parto, amamentação, alimentação de crianças”. (PAI 8)

 

Também recebemos “dicas” que podem contribuir na construção de informação alternativas e melhor preparo de profissionais da saúde.

 

"Mais informação da parte de profissionais. Nos veículos de informação como propagandas e jornais de circulação local, apoio do governo,mais divulgação dos bancos de leite, maternidades dando alta depois de um curso de aleitamento”. (PAI 9)

 

Essa última resposta nos chama a atenção para a mudança cultural necessária e que coloca a amamentação no lugar de construção de vínculos amorosos e quebra de paradigmas de uma sociedade individualista, onde muitas demonstrações de carinho e afeto são rechaçadas muitas vezes pela ignorância do sentimento. Abordar a amamentação como elemento não somente nutricional é uma questão que talvez possa despertar o interesse de algumas pessoas.

 

“Eu não fazia muita ideia do que representa a amamentação para o futuro de uma criança. Ouvimos dizer da importância de amamentar até com certa frequência, passa até na Globo. Só que o viés é de que leite materno é alimento e remédio! É uma coisa meio alienada, fica parecendo prescrição médica, tem que amamentar pra não ficar doente. Daí, como muitas coisas em nossa vida, quando nos dizem pra fazer uma coisa porque tem que fazer, não damos muita importância... Tem colegas meus que seus filhos mamam normalmente, mas mesmo assim dão leite artificial. Porque vêm no leite apenas a dimensão alimentar (mesmo que equivocada): “bom, tem leite materno, tá garantido. Vou dar um NAN só pra complementar”... A importância da amamentação, do leite materno, é muito maior do que só alimento! Uma amamentação bem conduzida pode ter reflexos em toda a vida da criança, até a velhice... O ato de amamentar envolve amor, afeto, relação de confiança, sentimento de segurança para a criança, enfim, envolve elementos que servem de base para formação de caráter que tenha como premissa o companheirismo, a solidariedade, a vontade de amar.

 

Então, além de saberem que o leite materno é o melhor alimento, os futuros papais e mamães precisam saber também a importância que a amamentação tem para o futuro de seu(s) filho(s) e/ou sua(s) filha(s), para o adulto que se tornará... Creio que há muito espaço para isso hoje, tendo em vista a exacerbação do individualismo, que traz consigo o processo inverso, onde vemos muita gente se movimentando para ter uma vida mais próxima ao próximo...” (PAI 10)

 

 

CONSIDERAÇÕES

 

Todos os pais entrevistados aprenderam a importância da amamentação com a chegada de seus filhos, assim como as mães, as informações vieram no processo de busca a partir da gravidez ou até mesmo quando as dificuldades se apresentaram. Quando os perguntamos sobre o que eles avaliavam como importante de se saber sobre a amamentação antes da paternidade, eles contribuíram em muito para o debate da socialização da informação.

 

Importante considerarmos, sobretudo, que a própria disponibilidade por parte dos pais em participar de um estudo voluntariamente, implica que esses pais encontram-se convencidos e envolvidos com a amamentação, responsabilizando-se conjuntamente pelo sucesso do aleitamento de seus filhos. Partilhando com suas companheiras as decisões, garantindo apoio e suporte para que elas tenham condição de seguir amamentando o quanto possível.

 

Esse estudo incipiente desperta o interesse de estudar ações voltadas diretamente aos pais para que sejam apoiadores do aleitamento materno, campanhas, materiais, cursos, grupos e ações voltadas a esse público específico. Numa rápida pesquisa virtual pouco se tem de material que atinja esse público.

 

Ficamos com a contribuição valiosa de pais que participaram e participam ativamente da construção de formas para contribuir na amamentação. Nossos pais entrevistados são, sem dúvidas, envolvidos e já foram despertados por um jeito de “paternar” que participa como elemento ativo. Precisamos, no entanto, divulgar experiências que contribuam para sanar a desinformação e o medo de se envolver nas tarefas domésticas que ainda persistem.

 

Esse estudo é mais uma ferramenta disponível para incentivar pais a se descobrirem aptos a auxiliar suas companheiras, aptos a serem os parceiros ideias e fundamentais para garantir não apenas uma alimentação saudável, mas também para que elas tenham condição de oferecer através da amamentação, carinho, afeto, amor e segurança para seus bebês. 

 

 

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

 

1.   ARAÚJO, M. de F. M. de et al. Avanços na norma brasileira de comercialização de alimentos para idade infantil. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 40, n. 3,p. 513-20, 2006.

 

2.   BOSI, M.L.M., MACHADO, M.T. Amamentação: um resgate histórico em cadernos especiais - Escola de saúde pública do Ceará - v. 1 - N. 1 - Julho - Dezembro – 2005.

 

3.   BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. Pré-natal e Puerpério: atenção qualificada e humanizada. Brasília, DF, 2006.

 

4.   BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Organização Pan-Americana da Saúde. Guia alimentar para crianças menores de dois anos. Brasília, DF, 2002.

 

5.   BRASIL. Ministério da Saúde. 10 passos para o sucesso do aleitamento materno. Brasília, DF, 2006. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=34836

 

6.   BRASIL. Ministério da Saúde. Política nacional de atenção Integral à saúde do homem. Brasília, DF, 2008. Disponível em:http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/politica_nacional_homem.pdf

 

7.   CARVALHO, M. R.; TAMEZ, R. N. Amamentação: bases científicas. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.

 

8.   GUTMAN, Laura.  Maternidade e o encontro com a própria sombra. Tradutor: CABRAL, Luis Carlos. Ed. Best Seller. 2010.

 

9.   GUTMAN, Laura. Precisamos organizar uma tribo que nos apoie e ofereça companhia e compreensão: depoiment [16 de novembro de 2011]. Publicado em: Mamatraca. Disponível em:  http://www.mamatraca.com.br/index.php?id=64&precisamos-organizar-uma-tribo-que-nos-apoie-e-ofereca-companhia-e-compreensao

 

10.                 NOGUEIRA, Adriana, T. et al- Mamãe, eu quero mamar. História, técnica, cultura e psicologia do Aleitamento Materno. São Paulo: Biblioteca24horas, 2011.

 

 

 

 

 

APÊNDICE

 

Questionário base para desenvolvimento de artigo de conclusão de curso de “Capacitação para o suporte em aleitamento materno”, realizado por Graziele Rodrigues da Silva Duda. O tema proposto para estudo é a Participação paterna no aleitamento materno.

 

1 – Identificação (os nomes serão substituídos de forma que não haja identificação do participante)

 

 

 

·         Nome:

 

 

 

·         E-mail:

 

 

 

·         Idade:

 

 

 

·         Escolaridade:

 

 

 

·         Renda pessoal:

 

( ) R$ 1.000,00  a R$ 3.000,00                                  ( ) R$ 3.000,00  a R$ 5.000,00   

 

( ) R$ 5.000,00  a R$ 7.000,00                                 ( ) Acima de R$ 7.000,00

 

 

 

·         Renda Familiar:

 

( ) R$ 1.000,00  a R$ 3.000,00                                  ( ) R$ 3.000,00  a R$ 5.000,00   

 

( ) R$ 5.000,00  a R$ 7.000,00                                 ( ) Acima de R$ 7.000,00

 

 

 

·         Idade em que foi pai pela primeira vez?

 

 

 

·         Quantidade de filhos?

 

 

 

·         Idade do(s) filho(s)?

 

 

 

 

 

2 – Com relação a sua amamentação.

 

 

 

·         Foi amamentado ao peito por sua mãe? Se não, qual o motivo? Se sim, até que idade?

 

 

 

·         Você recebeu alguma forma de complementação de leite antes de completar 6 meses? De que tipo?

 

·          

 

3 – Antes da gravidez de sua companheira.

 

 

 

·         Você tinha informação sobre a importância do aleitamento? Qual a(s) fonte(s)?

 

·         Na sua família é uma tradição amamentar?

 

 

 

·         Qual o sentimento que você tinha ao ver uma mãe amamentar?

 

 

 

4 – Quando sua companheira engravidou.

 

 

 

·         Você foi a primeira consulta?

 

 

 

·         Vocês fizeram curso de gestante? Onde? Se sim, o que você ouviu a respeito da amamentação que foi uma grande novidade?

 

 

 

·         Você leu algum material específico sobre amamentação?

 

 

 

·         O assunto amamentação, foi tema de alguma conversa sobre a gravidez de sua companheira?

 

 

 

·         Ainda na gravidez, alguém chegou a desencorajar a amamentação?

 

 

 

5 – Sobre o nascimento do bebê.

 

 

 

·         Qual foi o tipo de parto?

 

 

 

·         O parto foi como planejado? Se não, o que houve?

 

 

 

·         Você acompanhou o parto?

 

 

 

·         Quem ficou de acompanhante da sua companheira no hospital?

 

 

 

·         Quanto tempo demorou para que seu bebê pudesse mamar na maternidade? 

 

 

 

·         Alguém da equipe do hospital orientou com relação a mamada? Quem? Satisfez as dúvidas?

 

 

 

·         Ainda na maternidade, vocês tiveram alguma dificuldade com relação a pega do bebê? Como foi o atendimento e orientação?

 

 

 

6 – Durante a amamentação do seu bebe.

 

 

 

·         Relate como foi  primeira mamada do seu bebe?

 

 

 

·         Em algum momento vocês tiveram dúvidas sobre amamentação? Essa dúvida foi sanada com a ajuda de quem?

 

 

 

·         Em algum momento alguém desencorajou a amamentação? Qual argumento?  Propôs o quê?

 

 

 

·         O bebê mamou ou mama até que idade? Pretendem que o desmame ocorra quando?

 

 

 

·         Você relaciona a amamentação do seu filho com a saúde que ele tem?

 

 

 

·         Qual o papel do pediatra no processo de amamentação?

 

 

 

 

 

7 – Seu papel na amamentação.

 

 

 

·         Qual foi ou é o seu papel na amamentação?

 

 

 

·         Qual é a rotina noturna de amamentação? Como você contribui?

 

 

 

·         O que você avalia como fundamental para auxiliar sua companheira na continuidade da amamentação?

 

 

 

·         Qual valor você atribui a amamentação?

 

 

 

·         Em algum momento você sentiu ciumes da relação mamãe/bebê na amamentação?

 

 

 

8 – Importância da Informação

 

 

 

·         Que tipo de informação você não tinha antes de viver a paternidade e você acha que deveria ser dada aos futuros papais?

 

 

 

 

Graziele Rodrigues S. Duda, Capacitação para suporte em Aleitamento Materno, Doula, Assistente Social, grazzi.duda@gmail.com, 26 de outubro de 2012.

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