OS BENEFÍCIOS DO ALEITAMENTO MATERNO

A nutrição adequada de bebês e crianças através de alimentação equilibrada é uma condição indispensável de desenvolvimento. Devido a sua intensidade de crescimento, o lactente é um dos grupos mais vulneráveis aos erros e deficiências alimentares que trazem importantes conseqüências em seu estado nutricional (BARBOSA et all, 2007).

Introdução

Apesar das recomendações sobre o aleitamento materno exclusivo até seis meses de idade, esta prática não é freqüente. Conforme mostram as pesquisas realizadas em diversas regiões do país, o aleitamento materno, exclusivo ou complementar apresenta uma duração inferior a desejada, apesar do aumento dos índices a partir da década de 70 ( SILVEIRA e LAMOURIER, 2004).

O retorno às práticas de amamentação ocorreu nas elites urbanas de países desenvolvidos, após a ampla divulgação dos seus benefícios, o que explica o fato de, nesses países, a amamentação ser mais praticada entre os grupos de melhor nível socioeconômico. No Brasil, esta tendência é observada em vários estudos realizados, principalmente em grandes áreas urbanas e em regiões mais desenvolvidas. Além disso observa-se que, de modo geral, em países subdesenvolvidos, principalmente nas regiões mais pobres, as mães de nível socioeconômico mais baixo e as que residem em áreas rurais amamentam por mais tempo (SILVEIRA e LAMOURIER, 2004).

Estudos associando o tipo de aleitamento com morbidade de lactentes vêm sendo realizados ao longo dos anos em países desenvolvidos. Os resultados destes trabalhos permitem afirmar que todas as causas de morbimortalidade são menores entre as crianças alimentadas com leite materno, quando comparadas com aquelas que recebem outros tipos de leite. No sul do Brasil foi verificado que crianças desmamadas, menores de 1 ano, tinham 14,2 vezes mais risco de morte por diarréia e 6,3 vezes mais risco de morte por infecções respiratórias do que aquelas ainda em aleitamento materno (SOUZA et all, 1999).

Objetivo geral

Este breve estudo tem como objetivo refeltir sobre os benefícios do aleitamento materno tanto para a mãe como para o bebê.

Discussão

Cerca de 1,5 milhões de crianças ainda morrem a cada dia porque são inapropriadamente alimentadas. Menos de 35% das crianças do mundo são exclusivamente alimentadas ao seio pelos primeiros quatro meses de vida e as práticas de alimentação complementar são freqüentemente inapropriadas e perigosas (SILVA e SOUZA, 2005).

Nos primeiros meses de vida, a fonte de nutrientes mais importante é o leite materno. Embora os benefícios do mesmo como um fator protetor contra doenças infecciosas e a desnutrição, já tenham sido amplamente comprovados, o padrão de amamentação, associado a um ótimo crescimento infantil, ainda é assunto controverso, pois, sabe-se que a introdução tardia de alimentos não lácteos no esquema alimentar infantil leva ao aparecimento de retardo no crescimento e deficiências nutricionais, com sério prejuízo para a saúde (Spyrides, 2004; SOUZA et all, 1999).

Questões como a determinação do tempo ideal da amamentação exclusiva, ou seja, até que idade o leite materno supre as necessidades nutricionais da criança e o momento adequado para a introdução da alimentação complementar são temas que ainda geram controvérsia e que mantêm as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) sob contínuas revisões (Spyrides, 2004).

A OMS recomenda que todas as crianças sejam alimentadas exclusivamente com leite materno até os seis meses de vida. Após esta fase será introduzida a alimentação complementar, e recomenda-se a amamentação até os dois anos ou mais. (SILVA et all, 2006)

Para o FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA (UNICEF, 2006), o leite materno é o único alimento de que um bebê precisa durante os seis primeiros meses de vida. Leite de outros animais, fórmulas, leite em pó, chás, bebidas com açúcar, água e cereais são inferiores ao leite materno. Sendo este um alimento completo, que também fornece água, é isento de contaminação e perfeitamente adaptado ao metabolismo do bebê, além de conter fatores de proteção contra infecções e promover harmonioso vínculo mãe-filho, preenchendo as necessidades emocionais do bebê, através do contato próximo estabelecido entre a mãe e o filho. O aleitamento materno traz ainda, benefícios para a mãe (BARBOSA et all, 2007; NEGRA et all, 1997).

O efeito protetor do leite materno contra infecções, principalmente diarréia, pode diminuir quando a criança recebe outro alimento, devido as condições inadequadas de higiene e preparo. A introdução precoce da alimentação complementar interfere também na biodisponibilidade de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco, minerais que podem estar deficientes em crianças de zero a dois anos e são essencialmente importantes para o crescimento e desenvolvimento infantil adequados. (BARBOSA et all, 2007).

A amamentação além de uma forma inigualável para prover o alimento ideal para o crescimento e desenvolvimento sadio da criança, oferece inúmeras vantagens para a mãe, como também na economia para famílias, instituições de saúde e governo (OMS, 2003; LAMOUNIE; MOULIN; XAVIER, 2004; BARBOSA et all, 2007).

Os benefícios econômicos do aleitamento materno são diretos, considerando o baixo custo da amamentação, comparado com a utilização de fórmulas infantis, e indiretos em relação aos gastos com as doenças mais comuns observadas em lactentes em aleitamento artificial principalmente se levarmos em consideração que apesar do leite de vaca não ser a melhor escolha, do ponto de vista nutricional, é o substituto do leite materno mais utilizado, pois as fórmulas infantis, que se constituem em sua maior parte de leite de vaca modificado, são produtos substancialmente mais caros, que não podem ser adquiridos dentro do orçamento familiar da grande maioria da população (BARBOSA et all, 2007).

Benefícios do Aleitamento Materno Exclusivo para as Mães e para os Bebês

A mãe que amamenta:

• Sente-se mais segura e menos ansiosa;

• Volta ao peso habitual mais depressa; Ajuda o útero a regressar ao seu tamanho normal mais rapidamente;

• A perda de sangue depois do parto acaba mais cedo, protegendo contra a anemia;

• Tem proteção contra o câncer da mama e ovário;

• Protege contra a osteoporose;

O aleitamento materno protege as crianças de:

• Otites;

• Alergias;

• Vômitos;

• Diarréia;

• Pneumonias;

• Bronquiolites;

• Meningites;

• Melhora o desenvolvimento mental do bebê;

• Melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes;

• É mais facilmente digerido.•

Fonte: (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007)

Embora o valor do leite materno para a saúde da criança e o seu benefício econômico para o país sejam inquestionáveis, o emprego da amamentação não ocorre de forma adequada, contribuindo assim para a sua interrupção realizar-se cada vez mais cedo. O desmame precoce principalmente em populações de baixa condição socioeconômica, expõe à criança a riscos de desnutrição e infecção, comprometendo seu crescimento e desenvolvimento ( PERCEGONI et all, 2002).

O Brasil tem-se procurado resgatar a prática do aleitamento materno através de várias propostas como o Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (PNIAM), o Pacto pela Infância no Brasil, e a iniciativa mais recente: Hospital Amigo da Criança (HAC) ( PERCEGONI et all, 2002).

Conclusão

De acordo com esta revisão pode-se concluir que de fato o leite materno é o melhor alimento para crianças principalmente durante os primeiros 6 meses de vida, sendo que o uso de qualquer outro tipo de alimento ou até mesmo água podem trazer efeitos prejudiciais a essa prática e conseqüentemente Aos bebês e às mães.

Referências

BARBOSA, M. B. et all. Custo da alimentação no primeiro ano de vida. Rev. Nutr., Campinas, v. 20, n. 1, p. 55-62, 2007.

NEGRA J. M. C. S.; PORDEUS I. A.; ROCHA JR. J. F. Estudo da associação entre aleitamento, hábitos bucais e maloclusões. Revista de odontologia Universidade de São Paulo, v. 11, n. 2, 1997.

PERCEGONI N. et all. Conhecimento sobre aleitamento materno de puérperas atendidas em dois hospitais de Viçosa, Minas Gerais. Rev. de Nutr., Campinas, v. 15, n. 1, p. 29-35, 2002.

SILVEIRA F. J. F.; LAMOURIER. J. A . Prevalência do aleitamento materno e práticas de alimentação complementar em crianças com até 24 meses de idade na região do Alto Jequitinhonha, Minas Gerais. Rev. de Nutr., Campinas, v. 17, n. 4, p. 437-447, 2004)

SILVA A . P.; SOUZA N. Prevalência do aleitamento materno. Rev. de Nutr., Campinas, v. 18, n. 3, p. 301-310, 2005.

SOUZA S. B. et all. Prática alimentar no primeiro ano de vida, em crianças atendidas em centros de saúde escola do município de São Paulo. Rev. de Nutr., Campinas, v. 12, n. 2, p. 167-174, 1999.

SPYRIDES, M. H. C. Efeito das práticas alimentares sobre o crescimento infantil. São Paulo, set. 2004.

São Paulo, 2008. Trabalho de final de curso online em Aleitamento MaternoA nutrição adequada de bebês e crianças através de alimentação equilibrada é uma condição indispensável de desenvolvimento. Devido a sua intensidade de crescimento, o lactente é um dos grupos mais vulneráveis aos erros e deficiências alimentares que trazem importantes conseqüências em seu estado nutricional (BARBOSA et all, 2007).IntroduçãoApesar das recomendações sobre o aleitamento materno exclusivo até seis meses de idade, esta prática não é freqüente. Conforme mostram as pesquisas realizadas em diversas regiões do país, o aleitamento materno, exclusivo ou complementar apresenta uma duração inferior a desejada, apesar do aumento dos índices a partir da década de 70 ( SILVEIRA e LAMOURIER, 2004).O retorno às práticas de amamentação ocorreu nas elites urbanas de países desenvolvidos, após a ampla divulgação dos seus benefícios, o que explica o fato de, nesses países, a amamentação ser mais praticada entre os grupos de melhor nível socioeconômico. No Brasil, esta tendência é observada em vários estudos realizados, principalmente em grandes áreas urbanas e em regiões mais desenvolvidas. Além disso observa-se que, de modo geral, em países subdesenvolvidos, principalmente nas regiões mais pobres, as mães de nível socioeconômico mais baixo e as que residem em áreas rurais amamentam por mais tempo (SILVEIRA e LAMOURIER, 2004).Estudos associando o tipo de aleitamento com morbidade de lactentes vêm sendo realizados ao longo dos anos em países desenvolvidos. Os resultados destes trabalhos permitem afirmar que todas as causas de morbimortalidade são menores entre as crianças alimentadas com leite materno, quando comparadas com aquelas que recebem outros tipos de leite. No sul do Brasil foi verificado que crianças desmamadas, menores de 1 ano, tinham 14,2 vezes mais risco de morte por diarréia e 6,3 vezes mais risco de morte por infecções respiratórias do que aquelas ainda em aleitamento materno (SOUZA et all, 1999).Objetivo geralEste breve estudo tem como objetivo refeltir sobre os benefícios do aleitamento materno tanto para a mãe como para o bebê.DiscussãoCerca de 1,5 milhões de crianças ainda morrem a cada dia porque são inapropriadamente alimentadas. Menos de 35% das crianças do mundo são exclusivamente alimentadas ao seio pelos primeiros quatro meses de vida e as práticas de alimentação complementar são freqüentemente inapropriadas e perigosas (SILVA e SOUZA, 2005).Nos primeiros meses de vida, a fonte de nutrientes mais importante é o leite materno. Embora os benefícios do mesmo como um fator protetor contra doenças infecciosas e a desnutrição, já tenham sido amplamente comprovados, o padrão de amamentação, associado a um ótimo crescimento infantil, ainda é assunto controverso, pois, sabe-se que a introdução tardia de alimentos não lácteos no esquema alimentar infantil leva ao aparecimento de retardo no crescimento e deficiências nutricionais, com sério prejuízo para a saúde (Spyrides, 2004; SOUZA et all, 1999).Questões como a determinação do tempo ideal da amamentação exclusiva, ou seja, até que idade o leite materno supre as necessidades nutricionais da criança e o momento adequado para a introdução da alimentação complementar são temas que ainda geram controvérsia e que mantêm as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) sob contínuas revisões (Spyrides, 2004).A OMS recomenda que todas as crianças sejam alimentadas exclusivamente com leite materno até os seis meses de vida. Após esta fase será introduzida a alimentação complementar, e recomenda-se a amamentação até os dois anos ou mais. (SILVA et all, 2006)Para o FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA (UNICEF, 2006), o leite materno é o único alimento de que um bebê precisa durante os seis primeiros meses de vida. Leite de outros animais, fórmulas, leite em pó, chás, bebidas com açúcar, água e cereais são inferiores ao leite materno. Sendo este um alimento completo, que também fornece água, é isento de contaminação e perfeitamente adaptado ao metabolismo do bebê, além de conter fatores de proteção contra infecções e promover harmonioso vínculo mãe-filho, preenchendo as necessidades emocionais do bebê, através do contato próximo estabelecido entre a mãe e o filho. O aleitamento materno traz ainda, benefícios para a mãe (BARBOSA et all, 2007; NEGRA et all, 1997).O efeito protetor do leite materno contra infecções, principalmente diarréia, pode diminuir quando a criança recebe outro alimento, devido as condições inadequadas de higiene e preparo. A introdução precoce da alimentação complementar interfere também na biodisponibilidade de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco, minerais que podem estar deficientes em crianças de zero a dois anos e são essencialmente importantes para o crescimento e desenvolvimento infantil adequados. (BARBOSA et all, 2007).A amamentação além de uma forma inigualável para prover o alimento ideal para o crescimento e desenvolvimento sadio da criança, oferece inúmeras vantagens para a mãe, como também na economia para famílias, instituições de saúde e governo (OMS, 2003; LAMOUNIE; MOULIN; XAVIER, 2004; BARBOSA et all, 2007).Os benefícios econômicos do aleitamento materno são diretos, considerando o baixo custo da amamentação, comparado com a utilização de fórmulas infantis, e indiretos em relação aos gastos com as doenças mais comuns observadas em lactentes em aleitamento artificial principalmente se levarmos em consideração que apesar do leite de vaca não ser a melhor escolha, do ponto de vista nutricional, é o substituto do leite materno mais utilizado, pois as fórmulas infantis, que se constituem em sua maior parte de leite de vaca modificado, são produtos substancialmente mais caros, que não podem ser adquiridos dentro do orçamento familiar da grande maioria da população (BARBOSA et all, 2007).Benefícios do Aleitamento Materno Exclusivo para as Mães e para os BebêsA mãe que amamenta:• Sente-se mais segura e menos ansiosa;• Volta ao peso habitual mais depressa; Ajuda o útero a regressar ao seu tamanho normal mais rapidamente;• A perda de sangue depois do parto acaba mais cedo, protegendo contra a anemia;• Tem proteção contra o câncer da mama e ovário;• Protege contra a osteoporose;O aleitamento materno protege as crianças de:• Otites;• Alergias;• Vômitos;• Diarréia;• Pneumonias;• Bronquiolites;• Meningites;• Melhora o desenvolvimento mental do bebê;• Melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes;• É mais facilmente digerido.• Fonte: (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007)Embora o valor do leite materno para a saúde da criança e o seu benefício econômico para o país sejam inquestionáveis, o emprego da amamentação não ocorre de forma adequada, contribuindo assim para a sua interrupção realizar-se cada vez mais cedo. O desmame precoce principalmente em populações de baixa condição socioeconômica, expõe à criança a riscos de desnutrição e infecção, comprometendo seu crescimento e desenvolvimento ( PERCEGONI et all, 2002).O Brasil tem-se procurado resgatar a prática do aleitamento materno através de várias propostas como o Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (PNIAM), o Pacto pela Infância no Brasil, e a iniciativa mais recente: Hospital Amigo da Criança (HAC) ( PERCEGONI et all, 2002).ConclusãoDe acordo com esta revisão pode-se concluir que de fato o leite materno é o melhor alimento para crianças principalmente durante os primeiros 6 meses de vida, sendo que o uso de qualquer outro tipo de alimento ou até mesmo água podem trazer efeitos prejudiciais a essa prática e conseqüentemente Aos bebês e às mães.ReferênciasBARBOSA, M. B. et all. Custo da alimentação no primeiro ano de vida. Rev. Nutr., Campinas, v. 20, n. 1, p. 55-62, 2007.NEGRA J. M. C. S.; PORDEUS I. A.; ROCHA JR. J. F. Estudo da associação entre aleitamento, hábitos bucais e maloclusões. Revista de odontologia Universidade de São Paulo, v. 11, n. 2, 1997.PERCEGONI N. et all. Conhecimento sobre aleitamento materno de puérperas atendidas em dois hospitais de Viçosa, Minas Gerais. Rev. de Nutr., Campinas, v. 15, n. 1, p. 29-35, 2002.SILVEIRA F. J. F.; LAMOURIER. J. A . Prevalência do aleitamento materno e práticas de alimentação complementar em crianças com até 24 meses de idade na região do Alto Jequitinhonha, Minas Gerais. Rev. de Nutr., Campinas, v. 17, n. 4, p. 437-447, 2004)SILVA A . P.; SOUZA N. Prevalência do aleitamento materno. Rev. de Nutr., Campinas, v. 18, n. 3, p. 301-310, 2005.SOUZA S. B. et all. Prática alimentar no primeiro ano de vida, em crianças atendidas em centros de saúde escola do município de São Paulo. Rev. de Nutr., Campinas, v. 12, n. 2, p. 167-174, 1999.SPYRIDES, M. H. C. Efeito das práticas alimentares sobre o crescimento infantil. São Paulo, set. 2004.São Paulo, 2008. Trabalho de final de curso online em Aleitamento Matern

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