COMO AJUDAR UMA MÃE NO PROCESSO DE RELACTAÇÃO

A técnica de relactação não exige equipamentos sofisticados, embora exista um sistema no mercado para a compra. Na maioria das vezes, basta um copo, xícara ou seringa de 20 ml, uma sonda nasogátrica nº 4 e fita adesiva tipo micropore.

1- O processo de relactação não é simples e necessita de acompanhamento de pessoa especializada e interessada em ajudar a mulher

2- A obtenção dos resultados depende em PRIMEIRO lugar da expectativa da mãe, e este processo não deve ser visto apenas como a produção de leite, mas sim como a possibilidade de resgatar o vinculo entre mãe e bebê.

3- O desejo e a dedicação da mãe são fatores que interferem no êxito deste processo.

4- Verificar e prover condições que forneçam apoio e reforcem a sua auto-estima são fundamentais. Portanto, conhecer o contexto em que a mãe esta inserida e as possibilidades da rede social de apoio a qual tem acesso, são ferramentas importantes para o êxito do processo.

FATORES RELACIONADOS (facilidades e dificuldades)

A Motivação da mãe - associada principalmente aos potenciais benefícios do processo de amamentação para a saúde e nutrição da criança e o vínculo afetivo.

Quanto mais curto for o período em que a mulher ficou sem amamentar, maior a possibilidade de sucesso.

Disponibilidade para cuidar e manter contato pele a pele. É interessante e necessário que a mulher possa dedicar-se exclusivamente ao bebê nas primeiras semanas.

É necessário prover apoio emocional e técnico da rede social de apoio disponível. Talvez seja interessante ter alguém da família para receber as instruções junto com a mãe.

Disposição do bebê em mamar após o contato com a mama pode ser um facilitador. Quanto mais novo o bebê maior será a sua disponibilidade para mamar facilitando o processo.

Estado anatômico e funcional das mamas - podem ter contribuído para a interrupção da amamentação e muitas vezes dificultam ou até mesmo inviabilizam a retomada do processo.

Se o bebê usou mamadeira no intervalo de tempo em que não foi amamentado diretamente do peito pode ser um elemento dificultador.

Aspectos físicos e funcionais do bebê como freio lingual curto, fissura palatina, dificuldades com a pega, choro excessivo podem interferir no êxito do processo.

PLANO de TRABALHO

 Contato com a mulher

 Envolver os familiares e a rede de apoio

 Identificar e lidar com os problemas que levaram ao desmame

 Identificar se a mulher faz uso de anticoncepcionais, diuréticos e cigarro que podem reduzir a produção de leite

 Estimular a ordenha (preferência manual)

 Estimular o uso de calor

 Estimular o contato pele a pele

 Avaliar a necessidade de uso de medicamentos

 Identificar as habilidades do bebê

DICAS

· A melhor maneira de identificar alguns pontos acima é por meio da observação da mamada.

· Relembre com a mãe os mecanismos de produção e descida do leite

· Relembre com a mãe como os bebês fazem para mamar (boa posição e boa pega)

Como usar o suplemento lácteo?

A técnica de relactação não exige equipamentos sofisticados, embora exista um sistema no mercado para a compra.

Na maioria das vezes, basta um copo, xícara ou seringa de 20 ml, uma sonda nasogátrica nº 4 e fita adesiva tipo micropore.

Fixar a sonda acima do mamilo, colocar o leite no recipiente e mergulhar nele a outra extremidade da sonda. Desta maneira, enquanto o bebê suga a mama obtém leite por meio da sonda e estimula a produção do leite materno.

O volume de leite oferecido pela sonda deve ser diminuído gradativamente à medida que a mãe comece a produzir leite.

A mãe deve ser orientada a amamentar no mínimo de 8 a 12 vezes ao dia ou sempre que o bebê quiser, manter contato pele a pele e procurar dormir junto com o bebê.

Inicialmente a quantidade de leite a ser administrada deve ser calculada de acordo com o peso do bebê

Quando usamos complemento lácteo é comum vermos o bebê recusando-se a mamar a segunda mama. Este pode ser um indicativo para diminuir a quantidade de suplemento, com isso o bebê ira mamar as duas mamas reforçando o estimulo.

Como acompanhar o processo?

Controle do ganho de peso – pesar o bebê uma vez por semana

Observar as mudanças que indicam a produção de leite – discutir junto com a mãe

Observar urina e fezes do bebê – freqüência, cor e consistência

Observar as atividades do bebê – o bebê que acorda espontaneamente para mamar, normalmente a cada duas ou três horas, mama com vigor e interage com o meio ambiente provavelmente esta obtendo leite suficiente.

Como administrar o suplemento?

Pode-se utiliza-lo em algumas mamadas e em outras não

Amamentar sem suplemento nas primeiras mamadas do dia ou durante a noite (quando as mamas estão mais cheias) e oferecer o suplemento nas últimas horas do dia

Suplementar de maneira alternada (uma mamada sim e outra não)

Como reduzir o suplemento?

Reduzir a quantidade de suplemento administrada em 24 horas, de 50 em 50 ml.

Esta quantidade dever ser dividida em várias mamadas. Por exemplo, 5 mamadas com redução de 10 ml cada ou duas mamadas com redução de 25 ml cada.

Continuar com a quantidade reduzida por alguns dias. Se o bebê mostrar-se satisfeito e após uma semana apresentar ganho de peso adequado, reduzir de novo o suplemento na mesma quantidade.

Se o bebê não ganhar peso ou mostrar sinais de fome devemos manter a quantidade de suplemento por mais uma semana.

Se na próxima semana o bebê mantiver os sinais de fome e não apresentar ganho de peso aumentar novamente o suplemento.

Referencia

WHO e UNICEF. Aconselhamento em Alimentação: um curso de treinamento. Traduzido por Marina Ferreira Rea, Instituto de Saúde, SES, São Paulo

#Relactação

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