DOAÇÃO DE LEITE HUMANO: EXPERIÊNCIAS DE MÃES DOADORAS NA GRANDE VITÓRIA - ES

INTRODUÇÃO O leite materno é o alimento mais completo para um bebê pois preenche todas as necessidades nutricionais da criança em seus primeiros meses de vida. Conforme orientação da Organização Mundial de Saúde, ele deve ser oferecido ao bebê desde o nascimento até o sexto mês de maneira exclusiva e após este período deve ser complementado gradativamente com outros alimentos. A amamentação também colabora para o estabelecimento de vínculo entre a mãe e o bebê, além de oferecer substâncias essenciais para a proteção a sua saúde como anticorpos e glóbulos brancos. (Portal CTA, 2011)

Mas e quando ocorrem intercorrências na amamentação e a mãe fica impossibilitada mesmo que temporariamente de oferecer o leite ao seu filho, o que fazer? Para esses casos o ideal é que o bebê continue a se alimentar de leite, porém oferecido por outras mães. Este leite é ofertado aos bancos de leite que coletam, pasteurizam e distribuem o leite aos bebês que dele necessitam. (Brasil, 2008)

“A doação de leite materno é importante porque ajuda a salvar a vida de milhares de recém-nascidos prematuros e de baixo peso que estão internados e não podem ser amamentados pela própria mãe. Evidências científicas demonstram que o recém-nascido prematuro e/ou doente tem mais chances de recuperação e, consequentemente, de uma vida mais saudável se a alimentação exclusiva com leite humano for possibilitada durante o período de privação da amamentação, ou seja, quando ele está internado ou não pode ser amamentado pela própria mãe. Com o leite materno o bebê se desenvolve com saúde e fica protegido de infecções”. (Portal CTEA).

Os bancos de leite existem desde 1943 e foi implantado inicialmente para atender, segundo Nogueira (2011), os casos considerados especiais como prematuridade, disturbios nutricionais e alergias a proteínas herelólogas, porém com um viés estritamente farmacológico, não considerando as propiedades nutricionais do leite humano.

Até a década de 80 o leite humano era oferecido preferencialmente in natura, sem nenhum tratamento. A partir deste período, com a expansão dos Bancos de Leite e consequente aumento de oferta, foi elaborada a primeira legislação federal, a Portaria GM/MS nº322/88 onde aprovou as normas gerais para a implantação dos Bancos de Leite Humano em todo o território Nacional (Nogueira, 2011).

“A partir dessa portaria, sustentada pelos trabalhos de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico voltados para a otimização das condições operacionais dos BLHs, iniciaram um processo de expansão e qualificação. O Centro de referencia nacional para Bancos de Leite Humano (CRNBLH) desenvolveu metodologias alternativas, de baixo custo, dirigidas para o processamento e o controle de qualidade do leite humano, tipicamente adaptadas às necessidades nacionais, e seguras e sensíveis o suficiente para serem praticadas na rotina.” (Nogueira, 2011)

Os bancos de leite são estruturados de maneira a atender, dentre outras demandas, principalmente bebês prematuros ou doentes que não conseguem se alimentar diretamento no seio materno por ainda não terem desenvolvido o reflexo da sucção e/ou estarem doentes e fracos para isso, o que acarreta a diminuição da produção do leite da mãe devido a diminuição do estímulo além da situação de estresse que a mãe está passando. Sendo assim a doação de leite humano feito por outras mães torna-se essencial.

Segundo dados do Ministerio da Saúde, existem atualmente em todo o Brasil 186 bancos de leite humano. No Espirito Santo existem nove Bancos de Leite Humano, sendo sete deles localizados na região da Grande Vitória – ES.

Os Bancos de Leite Humano são hoje responsáveis por ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, além de executar atividades de coleta da produção láctica da nutriz, seleção, classificação, processamento, controle de qualidade e distrituição do leite. Para tanto existe toda uma estrutura legal para a realização de suas atividades como normas técnicas, recursos humanos necessários, dentre outros, orientados por legislações federais. (Portal da Saúde)

Porém, mesmo com toda o cuidado e atenção a estas normas, campanhas de orientação e atendimento às nutrizes, dentre outras ações para o recebimento de doação de leite humano, percebe-se que, por vezes, que muito do leite doado não é aproveitado. Hora pelo manejo incorreto na ocasião da coleta, outras por armazenamento e transporte inadequado, dentre outros fatores.

Somente no ano de 2010, conforme dados da FIOCRUZ os Bancos de Leite Humano do Espirito Santo receberam cerca de 1.705,2 litros de leite humano e o foi aproveitado 1,193,3 litros, ou seja, cerca de 30 % do leite não foi aproveitado. (Nogueira, 2011)

Em conversa informal com tecnicos de BLH’s da Grande Vitória, foi informado que, por vezes chega-se a descartar cerca de 80% do leite doado por conter sugidades em seu conteúdo, o que prejudicava e muito a oferta de leite humano aos bebês internados nas UTIN’s do hospitais atendidos.

Sendo assim, o objetivo deste estudo foi conhecer o processo de doação de leite humano pela ótica das mães doadoras e as dificuldades encontradas desde o inicio da coleta, até a entrega do mesmo ao banco de leite responsável pelo recebimento, contribuindo assim para identificar estratégias de melhor aproveitamento do leite doado.

MATERIAIS E MÉTODOS

Trata-se de uma pesquisa qualitativa, utilizando-se com técnica o estudo de caso entendendo que:

“O estudo de caso tem se tornado a estratégia preferida quando os pesquisadores procuram responder as questões “como” e “por que” certos fenomenos ocorrem, quando ha pouca possibilidade de controle sobre os eventos estudados e quando o foco de interesse é sobre fenômenos atuais, que só poderão ser analisados dentro de algum contexto de vida real.” (Godoy, 1995)

Na pesquisa foi utilizado o questionário com perguntas semi estruturadas, entendendo que este intrumento de coleta é a que permitiria uma captação mais imediata e corrente da informação desejada, considerando a história de vida de cada entrevistado.

A pesquisa teve o objetivo de conhecer a realidade da mãe doadora e foi aplicado a mães que participam de um grupo conhecido como “Mamães Capixabas” e que se encontram virtualmente na rede social Facebook. A pesquisa foi enviada por e-mail as mães que se dispuseram a participar voluntariamente da pesquisa, após serem informadas sobre os objetivos do trabalho bem como a manutenção do sigilo de seus dados pessoais.

O publico-alvo do estudo foram mães que doaram leite voluntariamente aos bancos de leite humano da Grande Vitória em algum período da maternidade nos últimos 05 anos.

Participaram da pesquisa cinco mães que somam 08 filhos ao todo. Porém conforme destacado anteriormente, consideramos somente os filhos abaixo de 05 anos de idade, além dos casos em que a mãe, durante o período de amamentação destes, ofertaram leite para doação nos banco de leite humano. Sendo assim, contamos com a experiência destas mães na ocasião da amamentação de seis crianças.

Para preservar a identidade das participantes os nomes foram trocados por frutas, ficando então assim organizadas:

Nome: Idade: Idade atual dos filhos Tempo de doação de cada filho

Maçã 31 anos 3 anos 07 meses

Manga 39 anos 4 anos e 2 anos 05 meses

Melancia 35 anos 2 anos 05 meses

Melão 37 anos 2 meses e 5 dias (falecido) 01 mes

Morango 39 anos 4 anos 02 meses

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Na organização do questionário buscamos uma aproximação com a temática doação de leite humano sob a ótica das doadoras, considerando todo o processo realizado desde a coleta até a entrega deste ao Banco de Leite. Desta forma, durante a analise e discussão dos questionários foram identificadas duas categorias que iremos abordar neste tópico, quais sejam: A sensibilização para a doação, destacando a recepção das doadoras por parte dos bancos de leite e o processo de doação.

Na categoria sensibilização para doação percebemos que o maior interesse em doar partiu das proprias mães, que por apresentar excesso de produção lactica e necessitar esvasiar os seios não queriam desperdiçar o liquido e, consequentemente poderíam ajudar outras crianças.

“O interesse em doar surgiu pela grande quantidade de leite que se não fosse doado seria jogado fora” (Melancia)

“Pelo fato de estar com os seios muito cheios e precisar fazer a retirada do leite...” (Morango)

Também pudemos perceber que ações educativas de acolhimento nas maternidades e bancos de leite bem como campanhas de orientação realizadas com qualidade e humanização foram de fundamental importância para a captação de novas doadoras.

“Foi no curso de gestante que fiz... lá falaram sobre os bancos de leite e da importância da doação” (Maçã)

“... uma vez que fui ajudada pelo banco de leite, achei interessante retribuir doando leite” (Morango)

Podemos perceber assim que ações educativas e de acolhimento nas maternidades e bancos de leite bem como campanhas de orientação realizadas com qualidade e humanização são de fundamental importância para a captação de novas doadoras.

Segundo a ANVISA (Brasil, 2008) os Bancos de Leite tem, entre suas atribuições, que estabelecer programas capazes de garantir um número adequado de doadoras para atender à demanda apresentada. Para tanto, estabelece algumas alternativas que vão desde a orientação pré-natal e/ou distribuição de material impresso, passando pela orientação as puérperas internadas nas maternidades, divulgação na mídia, até o atendimento pós natal nos ambulatórios, centros de saude, dentre outros espaços.

Sendo assim, faz-se necessário um trabalho articulado com outras redes de atendimento às mulheres como serviços de saúde, educação, igrejas, para abranger um maior número de mulheres potenciais doadoras.

Para gatantir a qualidade do leite humano coletado, toda doadora deve passar por um processo rigoroso de seleção, onde, num primeiro momento passará por uma entrevista e cadastro constando seus dados pessoais, resultados de exames médicos e intercorrencias médicas durante a gestação e maternidade. No proximo passo a doadora passa por uma avaliação médica que é o responsável por confirmar se a mulher está apta ou não para a doação, conforme descreve Brasil (2008).

Para que a doadora receba todas as orientações necessárias, a primeira doação deve ser acompanhada por um profissional qualificado, que deve orientar quanto a melhor maneira de ordenha do leite bem como os procedimentos de higiene durante a coleta, o que percebemos que aconteceu com todas as entrevistadas, que foram orientadas nos proprios bancos de leite localizados na Grande Vitória.

Visando manter a qualidade do leite doado, nas doações subsequentes o Banco de Leite deve sempre acompanhar doadoras verificando eventuais intercorrências que impeçam de receber o leite coletado, bem como sanar quaisquer dúvidas que surgirem por parte das lactantes (Alencar, 2009).

Percebemos que nem todas as mães receberam esse acompanhamento sistemático, sendo orientadas apenas no primeiro contato com o banco de leite e, as que receberam acompanhamento foram tão somente por irem fazer a coleta no próprio Banco de Leite e/ou Posto de Coleta, conforme relatos apresentados:

“Orientações foram recebidas somente na primeira vez que fui fazer a ficha para doação” (Melancia)

“Constantes não, recebi orientação apensas quando comecei a doar” (Maçã)

“Foi somente pelo fato de ter ido ao hospital fazer o esvaziamento da mama” (Morango)

“Fui ao banco de leite umas 5, 6 vezes no período de amamentação de cada uma das minhas filhas. Ora pra doar, ora pra ver a pega. Em todas as vezes, era orientada.” (Manga)

Durante o processo de coleta de leite perguntamos as doadoras quais eram os procedimentos adotados passo a passo considerando a coleta e armazenamento do leite, no qual estas responderam:

“... além de lavar o seio com sabonete neutro e enxaguar bem, usei mascara e touca para evitar contaminação.(...) armasenava todo o leite em um mesmo pote de vidro, anotanto apenas a data da 1ª coleta e guardava no freezer londe de alimentos” (Melão)

“De posse de um frasco esterelizado, ou eu coletava o leite durante a amamentação (fazendo o uso de bombinha), ou em intervalos em que o peito enchia muito, desperzando o leite inicial.(...) O leite coletado era colocado no frasco e levado ao congelador.” (Manga)

Quando questionadas sobre a utilização de máscaras, toucas ou outros materiais no momento de coleta de leite, bem como se recebiam esses materiais do banco de leite, o relato das mães são diversos, onde algumas foram orientadas a utilizar, outras não, além de que nem todas recebiam esses materiais sistematicamente:

“Sempre utilizei touca e máscara (...) toda semana eu recebia touca e máscara” (Melancia)

“Usei em todas as coletas toura e mascara, e sempre a cada um material novo, jamais aproveitei material.”

“O hospital também fornecia as mascaras e toucas. Não me lembro se em algum momento ocdorreu de não utilizar tais materiais.” (Maçã)

“Só usei isso no hospital, não fui orientada a usar em casa. (...) O hospital não disponibilizou” (Morango)

“Em casa, não usava máscara, apenas uma bombinha manual.”(Manga)

Nas entrevistas, três mães relatam que em alguns momentos a utilização de bombas tira-leite para facilitar o processo, o que não é indicado pela Anvisa (Brasil, 2008), visto a dificuldade em limpar e esterilizar, podendo assim ocasionar um aumento da proliferação bacteriana e consequente contaminação do leite, inutilizando-o para uso, além de também ser um instrumento que pode gerar desconforto e causar traumas mamilares.

Destacamos aqui que é de suma importância a boa orientação da doadora quando aos rigor higiênico-sanitário para garantir a qualidade do leite doado, sendo assim, o profissional do Banco de Leite deve informar a nutriz quanto os cuidados basicos, indicados pela Anvisa (Brasil, 2008), dentre os quais citamos alguns abaixo:

“Usar exclusivamente utensílios previamente esterilizados para a coleta do leite humano.

Prender obrigatoriamente os cabelos, com gorro, touca de banho ou pano amarrado, e proteger a boca e narinas com máscara, fralda de tecido ou pedaço de pano.

Lavar as mãos e antebraços com água corrente e sabonete até os cotovelos.

Evitar conversas durante a ordenha.

Desprezar os primeiros jatos de leite (0,5 a 1 mL).

No caso de novas coletas para complementação do volume já coletado anteriormente, usar um copo de vidro fervido por 15 minutos e resfriado.

Ao final da coleta, acrescentar o leite ordenhado ao frasco com leite congelado e levá-lo imediatamente ao congelador, evitando o degelo.”

Já em relação aos potes de vidro esterilizados, a maioria das mães receberam do banco de leite já esterilizados, porém duas mães foram orientadas a realizar o processo na propria casa:

“Eu fui orientada a fazer esterilização de um pote de vidro com tampa de plástico. Não lembro bem como esterilizava, mas me lembro de algo como ferver água e colocar o pote por alguns minutos na água com o fogo já desligado” (Morango)

“Eu os fervia em água numa panela ao fogão e deixava secar. Fazia uso em seguida.” (Manga)

No processo de transpote do leite doado até o banco de leite, três mães relatam que a equipe do Banco de Leite recolhia na própria casa da doadora em períodos regulares. Outras duas, entretanto, relatam que no Banco de Leite a que doavam não havia equipe para coletar o leite. Sendo assim, elas próprias realizavam o transporte do leite dentro de caixa de isopor e uma garrafa de gelo seco até o posto de coleta. Não relatando maiores intercorrências a esse período de transporte.

Quando questionadas sobre as maiores dificuldades que tiveram para a doação de leite, os relatos são diversos, passando pela falta de orientação, além de não possuir um relacionamento com a gestante, conforme destacamos abaixo:

“Eu não conseguia fazer a ordenha manual, por isso usava a bombinha para sugar o leite e sair com mais facilidade. Talvez aí faltou um pouco de orientação, em como fazer essa ordenha manual.”(Maçã)

“O armazenamento e a orientação sobre a higienização”(Morango)

“Num primeiro momento comecei a doar para o banco de leite ‘x’(alteração minha), até que começaram uma reforma e não avisaram e então eu passei a fazer essa doação para outro banco de leite e com eles não tive dificuldades.” (Melancia)

Destacamos aqui novamente a importância da boa orientação da doadora além da necessidade de manter um acompanhamento constante com esta para esclarecer eventuais dúvidas além de incentivá-la a manutenção da doação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo nos possibilitou conhecer suscintamente a realidade das mães doadoras de leite humano. Uma realidade muitas vezes de se colocar no lugar de outras mães que estariam passando por dificuldades e tentar ajudá-las num momento tão especial de suas vidas. Também nos trouxe uma reflexão acerca da importância da manutenção de espaço como os Bancos de Leite Humano para a promoção do aleitamento materno tanto para crianças que recebem o leite junto a propria mãe quando àquelas que necessitam da doação de outras mulheres.

Segundo dados listados no Portal LCTA, o volume de leite humano doado representa 55 a 60% da real demanda no país e estratégias de aumento destas doações são traçadas. Porém temos que considerar que não adianta somente aumentar o quantitativo de campanhas para adesão de novas doadoras se estas não são orientadas e acompanhadas de maneira satisfatória.

Observamos há muito nos jornais e midia em geral a denuncia de trabalhadores, sobretudo da área da saude, acerca da precarização das condições de trabalho e supomos não ser diferente em alguns Bancos de Leite. É necessário, a manutenção e ampliação dos serviços oferecidos nos Bancos de Leite, não somente para a recepção de doações mas também para a orientação de nutrizes e o incentivo à amamentação em livre demanda a todos os bebês.

Esperamos que com os resultados obtidos com a presente pesquisa possamos auxilar na implementação de ações em consonância com as politicas púbicas no Brasil, para a promoção, proteção, apoio e incentivo ao aleitamento e à doação de leite humano.

BIBLIOGRAFIA

• ALENCAR, Lucienne Cristine Esteves de; SEIDL, Eliane Maria Fleuri. Doação de leite humano: experiências de mulheres doadoras. Revista Saúde Pública 2009; 43(1): 70-7 – disponível em . Acesso em 23/10/2012.

• BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Branco de leite humano: funcionamento, prevenção e controle de riscos. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa, Brasília, 2008.

• GODOY, Arilda Schmidt. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. RAE – Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 35, n.2, p.57-63, 1995.

• NOGUEIRA, Adriana, T. et Al. Mamãe, eu quero mamar. História, técnica, cultura e psicologia do Aleitamento Materno. São Paulo: Biblioteca24horas, 2011.

• Portal CTEA – Artigo: A importância da doação do leite materno. Publicada em 27 de outubro de 2011. Disponível em: http://www.portalctea.com.br/2011/10/27/2906/. Acesso em 23/10/2012.

• Portal da Saúde. Acesso em 24/10/2012.

Karine Boldrini Helmer é assistente social e doula. Esse trabalho é sua monografia final requisito do curso online de Capacitação para o Suporte ao Aleitamento Materno. Contato: karine@zalika.com.br


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