AS MODIFICAÇÕES FACILITADORAS DO PARTO

April 10, 2019

Durante toda a gestação o corpo da mulher vai preparando-se para o acolhimento do bebê e para o ato do parto e nascimento. Um dos exemplos dessa condição é o afrouxamento das articulações da pélvis que vai ocorrendo durante todo o processo e no momento do parto auxilia no deslocamento posterior do sacro e  do cóccix (porções finais da coluna vertebral e que compõem a bacia (pélvis).

 

Outro fator decisivo é a origem das contrações que se dá no fundo do útero e se propaga na direção do colo (saída do útero), mantendo a intensidade desta força de modo a empurrar o bebê para fora do útero.

 

A vagina e o assoalho pélvico (toda a estrutura muscular da bacia) tornam-se, ao longo da gestação, mais vascularizados e distensíveis.

 

OS PERÍODOS CLÍNICOS DO PARTO

 

1º Período: dilatação do colo uterino.

2º Período: expulsão do bebê.

3º Período: dequitação (saída espontânea da placenta e de seus anexos).

4º período: pós-parto imediato até a 4a. hora do nascimento do bebê.

 

Antes do início do trabalho de parto, mais precisamente nos últimos 15 dias da gestação, a mulher tem intensificadas as contrações de Braxton Hicks (aquelas contrações que no início da gravidez serviam para estimular o bebê e que são indolores).

Nesta fase a parte inferior do útero torna-se mais distensível e fina. O bebê aconchega-se na entrada da bacia.

Com a dilatação do colo ocorre a liberação do tampão mucoso, a rolha que foi formada no início para proteger e vedar a entrada do útero. O colo torna-se mais afinado e aberto.

Todo esse processo depende de cada organismo e varia também conforme o número de filhos que esta mulher já teve.


Primeiro período clínico do parto: a dilatação

 

Na fase inicial (latência) as contrações são graduais e ajudam o colo a manter-se em dilatação. É uma fase mais lenta que pode levar algumas horas. Posteriormente a mulher entra numa fase denominada “fase ativa”, que pode durar algumas horas (6 horas, aproximadamente para as primigestas ou menos para aquelas mulheres que já pariram). Esta fase inicia-se em torno dos 4 cm de dilatação cervical e as contrações uterinas tornam-se mais efetivas.

 

Segundo período clínico: o expulsivo


Inicia-se estando a dilatação completa e termina com a expulsão fetal. Sua duração pode variar muito de mulher para mulher. As contrações uterinas são mais intensas, freqüentes e duradouras e um sintoma comum é a sensação de defecação (vontade de evacuar), que ocorre por conta da pressão do bebê, que está passando pelo canal vaginal, sobre a porção final do intestino. A paciente reage com “puxos” expulsivos incrementando a pressão geral interna uterina e empurrando o bebê para fora, para o mundo.

Terceiro período clínico: a dequitação

A saída da placenta deverá ocorrer espontaneamente num período que varia muito. As contrações uterinas persistem, com menor intensidade, como se a mulher sentisse que há ainda “algo” para liberar. Nesta fase ocorre um sangramento normal que se refere ao descolamento da placenta da superfície interna do útero (endométrio). Durante este período, quando o bebê for colocado em contato com a mulher e for estimulado a mamar, o descolamento da placenta é facilitado.

 

O quarto período clínico: o pós-parto imediato


Trata-se das primeiras horas após o parto. Nesta fase o útero mantém seu processo de involução (regressão) de forma a garantir o controle do sangue de origem uterina.

É uma etapa importante que exige vigilância sobre as condições maternas. A amamentação é um estímulo para a contração uterina e para o controle do sangramento.

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