ROTINAS NO PARTO: COMO EVITÁ-LAS?

"Olá!!!!

O que fazer quando a maternidade realiza rotineiramente procedimentos inúteis e danosos no parto, como enema e tricotomia, e não admite recusa da parturiente, muitas vezes aproveitando-se do momento de vulnerabilidade da paciente para realizar esse mesmos procedimentos, sem a autorização da mesma?

Obrigada desde já!!!!

Katia"

Estamos diante de uma pergunta para a qual não há respostas prontas. As Recomendações da OMS não são leis que obrigam os hospitais a mudar sua conduta. A única Lei que temos é a do acompanhante, a qual não é respeitada em muitos estabelecimentos de saúde e, pior, a Lei não prevê punições para quem a viola, encorajando assim a impunidade.

Na selva obstétrica atual, é preciso que a mulher se prepare muito bem, sobretudo intelectual e emocionalmente para enfrentar o que for preciso. Além disso, ela precisa conseguir ter, no mínimo, o marido como aliado e possivelmente uma doula ou parente por perto - se for em hospital público.

Ela deve ter conhecimento das Recomendações da OMS, ter preparado um plano de parto e ter visitado a maternidade sondando a disponibilidade dos funcionários. Se possível é sempre melhor recorrer a uma Casa de Parto, que também deve ser visitada e conferida antes.

Sempre tentem estabelecer relações individuais, olho no olho. Se quiserem sair do anonimato de ser mais um número, mostrem com seu comportamento quem são. Conversem abertamente, expressem o que sentem e pensam. Dêem claros sinais do que querem. Enfim: sejam vocês mesmas e não se deixem intimidar! Nunca percam contato com sua intuição.

Quando for atendimento particular, todas as rotinas podem ser "negociadas" com o médico. Se ele disser que são regras do hospital, desconfiem. O médico podem sim mudar muitos dos procedimentos, desde que ele se dê ao trabalho e enfrente a resistência de colegas e enfermeiras. Mas é porque ele é diferente que o escolhemos, certo? Então, que demonstre na prática sua diferença.

A mudança que queremos dependará do número de mulheres que opor resistência ao sistema. Mas a oposição deve ser inteligente e permeada de bom senso. Nem por isso indecisa. Determinação sem histerismo. Afirmação e tomada de posição sem prepotência (ou queremos ser como eles?). Caso contrário, daremos razão os que sustentam que as mulheres não raciocinam direito, muito menos quando grávidas... (sigh).

Adriana Tanese Nogueira, Psicanalista, filósofa, autora, educadora perinatal, fundadora da ONG Amigas do Parto. www.adrianatanesenogueira.org


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