VER OU SENTIR?

April 29, 2019

 

 

Nesses anos de acompanhamento como doula pude observar algumas coisas simples, porém importantes. Notei que a maioria das grávidas dá muito mais importância àquilo que elas “vêem” do que ao que “sentem”. Com isso perdem o que há de mais importante nessa jornada maravilhosa, a conexão com seu próprio corpo.

 

Um exemplo:

 

A mulher precisa ver uma imagem produzida por uma máquina (ultrassonografia) para acreditar que está grávida, ao invés de se deixar perceber que está grávida. Deixar o instinto falar, o corpo lhe dizer que ela gera uma vida.

 

Eu digo vocês: têm que sair do visual e se entregar aos sentidos, ouvir e sentir o seu corpo, que muito melhor do que uma imagem vai anunciar a chegada de seus bebês. Devemos nos deixar levar por nossa natureza feminina, seguir nossos instintos de fêmea, nos descobrir, nos permitir e isso serve não só durante a gravidez, mas também no parto e pelo resto de nossas vidas.

 

Geralmente no primeiro trimestre ela tem a gravidez na cabeça, fica sempre naquela dúvida; fase de inseguranças e incertezas.

 

Segundo trimestre, ela começa a “se sentir grávida”, porque o seu bebê começar a mexer, então ela se sentirá mais segura e é a fase que saí dizendo... ”Eu sei que meu bebê está aqui porque ele mexeu”!

 

E finalmente no terceiro trimestre, então ela fica verdadeiramente tranqüila porque quando olha no espelho vê sua enorme barriga. Resumindo, ela não confia em seus instintos naturais, perdendo assim na maioria das vezes seu empoderamento.

 

Sendo assim, a dica que passo a vocês futuras mães, é que não esperem a imagem de um ultra som, a mexida do bebê ou um espelho para sentirem a nova vida que alojam ou a hora que o bebê está pronto pra chegar.

Se conectem com sua essência de mulher, deixem a linguagem tão sabia do corpo falar, se permitam sentir o que ele tem para dizer. Afinal todas as respostas estão em nós mesmas.

 

Finalizo com uma linda frase que ouvi de uma pessoa querida e que expressa meus sentimentos: "Nasci pra acreditar na capacidade de parir que cada mulher tem. Para admirar essas mulheres, sua fisiologia. Para amar seus ventres e seus filhos.” (Janaína Mamede)

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