ATENÇÃO, TEMPO, PACIÊNCIA

August 28, 2019

Eu reflito muito mais sobre o que esta “certo" ou "errado" por ai. Devo ser um bom exemplo para meu filho, não estou mais sozinha. Em pequenos detalhes, como não gastar agua à tóa e dizer a ele que a gente tem que tomar cuidado com a água do planeta ou em questões maiores. É como se tivesse olhos diferentes pra o que esta a volta, já que essa pessoa que esta comigo vai viver nesse mundo e interferir nele.


 

Nome: Maria Luiza Breeze

Idade: 40

Profissão: cantora, professora de canto

Quantos filhos: 1, menino

Ano de nascimento dos filhos: 2001

Cidade onde vive: Copenhague/Rio de Janeiro

Estado/País: Rio de Janeiro

E-mail de contato: malubreeze@yahoo.com

Autoriza a publicação: sim

Data de preenchimento do questionário: 18 de janeiro de 2007



Que "tipo" de parto você teve?

Normal hospitalar.


Quando pensa em seu parto qual a primeira palavra que lhe vem à mente?  Por que?

Introspecção, porque foi fundamental para "me ouvir", sentir o  que meu corpo pedia.


Sentiu-se respeitada pela equipe profissional que a atendia?

Por minha acompanhante sim, muito. Pelo médico não tanto e pela equipe do hospital absolutamente não.


E pelo pai de seu/sua bebê?

Sim, completamente respeitada.


E pela sua família de origem?

Também fui respeitada.


Amamentou seu/sua bebê?

Sim.


Até quantos meses?

Até 3 anos e 8 meses.


Encontrou dificuldades em amamentar? Quais?

Não. Mas para parar de amamentar sim. Adorava e meu filho idem. Até comecar a ser  criticada de que isso poderia lhe causar "problemas psicológicos" ou algo do tipo. E ficava sempre na dúvida se deveria seguir meu instinto ou acreditar nessas críticas.


Sua visão da maternidade mudou após o parto?

Sim.


Como você se via como mãe nos primeiros meses de vida de seu/sua filho/a?

Isolada, dormindo pouco e querendo fazer qualquer outra coisa que não só cuidarde bebê. Mas muito feliz por ser mãe.


O que você pensava sobre a maternidade durante a gestação e depois do parto?

Acho que não pensava muito na maternidade antes do parto. As reflexões começaram quando eu ja tinha um bebê.


Mudou de opinião nos meses a seguir?

Resposta acima.


Quais são, a seu ver, os maiores desafios que uma mulher encontra ao se tornar mãe?

Relacionar-se da maneira mais saudável possivel com uma pessoa tão diferente de você.


Quais dificuldades você encontrou ao cuidar de um recém-nascido?

Dormir, entender os sinais do bebê e entender as minhas mudanças também.


O que seu filho/sua filha exige mais de você?

Atenção, tempo, paciência.


Você já tinha algum conhecimento ou experiência prévia?

Não.


Sua relação com o pai de seu/sua filho/a mudou em consequência da maternidade? Como e por quê?

Sim. Por um lado, temos menos tempo um para o outro, assim, quando temos, damos mais valor ao fato de estar juntos. Por outro, nos tornamos mais companheiros, para resolver os problemas de criar um filho e também outros, como os problemas

da nossa relação, por exemplo.


Sentiu-se acolhida por sua família de origem em sua nova dimensão?

Sim. Eu sempre fui a "ovelha negra" da familia. Casar e virar (boa) mãe nos

reaproximou, criou neles enorme respeito por mim.


E pelo ambiente social?

Sim.


Se trabalha, como lidou com seu trabalho?

Quando virei mãe resolvi não trabalhar tanto (e tive a chance de poder, sem prejudicar a economia familiar). Isso foi fundamental, otimo.


O que acha da licença maternidade? É suficiente?

Não tive "licenca", eu parei mesmo porque estava mudando de país ao mesmo tempo que estava me tornando mãe. Mas, no Brasil, acho 4 meses muuuito pouco.


Encontrou obstáculos para dar continuidade à sua vida profissional? Quais?

Mais uma vez, sou um "caso especial", porque reconstruir minha vida profissional não só apos ser mãe, mas apõs mudar de pais. De qualquer forma, me lembro de estar um pouco indisposta na hora de pensar em trabalhar de novo... E de verdade, levou mais tempo do que eu gostaria para entrar de novo nos eixos.


Notou mudanças de seus colegas e/ou chefia após tornar-se mãe?

Resposta acima.


Como você vê a maternidade na sociedade atual?

Em geral, na maioria dos países do mundo, a vida profissional da mulher não é facilitada para que ela possa estar mais presente na vida dos filhos. Existem os novos "fóruns". Antigamente as novas mães se apoiavam muito no conhecimento das mulheres mais velhas para criar seus filhos. Hoje existe uma diversidade de informação em livros e internet. Acho isso legal, mas não acho que o conhecimento a moda antiga deva ser totalmente descartado. Por exemplo: eu brinco muito com meu filho. Mas ele quase não tem brinquedos "modernos e educativos". E recorro muito mais ao que costumava fazer na minha infância e a minha mãe como fonte de inspiração para nossas brincadeiras. Foi a melhor maneira que encontrei de me sintonizar com ele nessas horas. Também lembro de como minha mãe administrava seu tempo comigo, e não recorro só ao que leio nos livros, etc.


Você se sente uma mulher diferente hoje? Por quê?

Sim. Eu tenho uma outra pessoa para "formar", isso fez as minhas prioridades todas mudarem. Não significa que eu não penso em mim, mas penso em mim de forma distinta e melhor, eu creio. Também me tornei muito mais pratica, no geral.


Como mudou sua visão do mundo e da sociedade na qual vive?

Eu reflito muito mais sobre o que esta “certo" ou "errado" por ai. Devo ser um bom exemplo para meu filho, não estou mais sozinha. Em pequenos detalhes, como não gastar água à tôa e dizer a ele que a gente tem que tomar cuidado com a água do planeta ou em questões maiores. É como se tivesse olhos diferentes pra o que esta a volta,já que essa pessoa que esta comigo vai viver nesse mundo e interferir nele.


Quais desafios você encontrou ao viver a maternidade no dia-a-dia?

De entender a lógica infantil, de dosar bem cada situação para dar o limite necessário sem ser demasiada ou autoritária, de passar por situações críticas, estar sozinha na decisão e TER que resolver.


Quais foram as descobertas a respeito de você mesma?

Que sou menos paciente do que gostaria de ser, que sou muito criativa, que posso ser prática.


Acredita que é uma mulher precisa experimentar a maternidade para desenvolver-se como mulher? Por quê?

Para mim foi importante, mas acho que é possível crescer e desenvolver-se sem passar pela maternidade, ela não é o único caminho.


Você precisou desta experiência para seu amadurecimento como pessoa?

Sim.


Como definiria a maternidade?

Amor puro, desafio diário, melhor realização de todas.


Tem vontade de ter outros filhos?

Sim.


O que diria à você mesma antes do parto?

Introspecção para ouvir-se; movimentação; conectar-se com quem está chegando nesse mundo; e acreditar.


Qual conselho daria às mães de primeira viagem?

Parto: informação, questionamento, ouvir-se.

Recém-nascido: dormir sempre que o bebê dorme (a gente nunca sabe o dia de

amanhã) informação, apoio de quem pode e sabe dar apoio, voltar-se para você e o bebê, sobretudo.

Crianças pequenas: se colocar na situação delas, especialmente em momentos difíceis. Se você não gostaria que um adulto, por exemplo, gritasse com você, muito menos uma criança vai entender ou gostar e menos ainda vindo de alguém que para ela é o centro do mundo: você. Existem muitas possiblidades de se informar e saber como outros pais que passaram pelo mesma coisa resolvem situações delicadas. No mais, aproveitar bastante. Os dias são longos, mas os anos são curtos...

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